Comércio Exterior
Agro conquista 58 novos mercados em 2025 e mira até US$ 37,5 bilhões em exportações
Por Redação - Em 04/01/2026 às 12:01 AM

As proteínas animais lideraram a expansão, com 112 novos processos concluídos FOTO: Freepik
O agronegócio brasileiro ampliou de forma expressiva sua presença internacional em 2025 ao conquistar acesso a 58 novos mercados para produtos agropecuários. Com as novas autorizações, o país soma agora 82 países compradores e consolida um movimento que, nos últimos três anos, manteve média de 14 processos de abertura por mês.
Segundo estimativas oficiais, as novas portas abertas acrescentaram US$ 3,4 bilhões ao faturamento externo do setor. No médio prazo, o potencial é ainda maior: a expectativa é que esses mercados gerem até US$ 37,5 bilhões por ano em exportações adicionais ao longo de cinco anos, à medida que o comércio seja gradualmente intensificado.
As proteínas animais lideraram a expansão, com 112 novos processos concluídos, seguidas por material genético animal (79) e alimentação para animais (61). O México destacou-se como principal destino, ao autorizar 24 novos acessos para produtos do agro brasileiro.
Apesar do ritmo acelerado, a abertura de um mercado não implica início imediato das vendas. Após a aprovação sanitária, ainda são necessários registros, habilitação de plantas exportadoras e negociações comerciais, um ciclo que costuma levar de seis meses a um ano até o fluxo efetivo de exportações.
A relevância do movimento aparece nos números gerais do setor. Entre janeiro e novembro de 2025, as exportações do agronegócio atingiram US$ 155,25 bilhões, alta de 1,7% em relação a igual período do ano anterior. O segmento respondeu por 48,8% de todas as vendas externas brasileiras no período, reforçando sua posição como principal pilar da balança comercial.
O processo de diversificação ganhou força após a elevação de tarifas por parte dos Estados Unidos, que pressionou segmentos específicos do agro. Mesmo assim, as vendas para o mercado norte-americano recuaram 4% no acumulado do ano, sem comprometer o saldo global positivo do setor, que encontrou novos destinos e ampliou mercados já existentes.
Além das aberturas, cerca de 220 mercados foram ampliados, seja pela inclusão de novas empresas exportadoras, seja pela expansão de regiões habilitadas. Essas ampliações renderam cerca de US$ 7 bilhões adicionais à balança do agro, reforçando a estratégia de reduzir dependência de poucos compradores e aumentar a capilaridade internacional.
No segmento de carne bovina, 29 novos acessos foram conquistados, com destaque para Vietnã, Indonésia e México. Este último tornou-se o segundo maior importador da proteína brasileira em meio à reorganização dos fluxos globais. Para exportadores, o momento agora é de consolidação das vendas e de negociação com mercados considerados estratégicos, como Japão, Coreia do Sul e Turquia.
Especialistas avaliam que, além das autorizações sanitárias, a expansão sustentável do agro depende de acordos comerciais que reduzam tarifas e garantam acesso efetivo aos mercados, sobretudo na Ásia, região que concentra grande parte da demanda global por alimentos e onde o Brasil ainda possui poucos acordos preferenciais.
Mesmo com desafios tarifários e ambientais em algumas praças, o avanço de 2025 marca um novo patamar de inserção internacional do agronegócio brasileiro, ampliando o espaço para crescimento das exportações e fortalecendo o setor como motor da economia nacional.
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