Temporada de balanços

Ambev dispara 15,3% na Bolsa após lucro de R$ 3,9 bilhões

Por Redação - Em 06/05/2026 às 11:30 AM

Ambev

O resultado recoloca a Ambev entre os principais destaques defensivos da Bolsa brasileira em 2026

A Ambev protagonizou nesta semana sua maior valorização histórica no mercado acionário ao saltar 15,3% em um único pregão, encerrando a R$ 16,65 por ação, no maior fechamento desde 2018. O avanço veio após a divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2026, que superaram expectativas ao combinar expansão operacional, recorde de volume em cerveja no Brasil e margens mais fortes.

A companhia registrou lucro líquido de R$ 3,8856 bilhões entre janeiro e março, alta de 2,1% em relação ao mesmo período de 2025. Na base ajustada, o crescimento foi de 0,3%. O Ebitda ajustado somou R$ 7,55 bilhões, avanço anual de 1,5%, enquanto a margem operacional subiu de 33,1% para 33,6%, um ganho de 0,5 ponto percentual.

A receita líquida alcançou R$ 22,46 bilhões, praticamente estável, com leve variação entre queda de 0,1% e crescimento orgânico de 8,1%, dependendo da base de comparação. Mesmo com pressão de custos, a empresa conseguiu preservar rentabilidade com estratégia de preços, mix mais premium e ganhos de eficiência operacional.

O principal motor do trimestre foi a divisão de cerveja no Brasil. O volume avançou 1,2%, contrariando projeções de retração entre 1% e 2% e estabelecendo recorde para primeiros trimestres. A receita por hectolitro cresceu em ritmo de um dígito alto, enquanto marcas premium mantiveram expansão de dois dígitos. Segmentos de bebidas com menor teor alcoólico e calórico cresceram mais de 60%, reforçando a mudança de portfólio para categorias de maior valor agregado.

A performance levou analistas a reavaliar a tese da companhia, destacando que o mercado reagiu não apenas ao lucro, mas à combinação entre crescimento de volume, pricing power e recuperação comercial em um ambiente desafiador. O resultado recoloca a Ambev entre os principais destaques defensivos da Bolsa brasileira em 2026, mostrando força de execução mesmo com receita ainda sob pressão em algumas geografias fora do Brasil.

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