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América do Sul se prepara para receber o maior navio elétrico do mundo

Por Redação - Em 01/03/2026 às 12:06 AM

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Com aproximadamente 130 metros de comprimento, o China Zorrilla tem capacidade para transportar até 2.100 passageiros e cerca de 225 veículos por viagem

A América do Sul deve estrear em 2026 a maior embarcação elétrica já construída, um ferry movido exclusivamente a baterias que promete revolucionar o transporte aquaviário na região e reduzir emissões de carbono no setor.

Batizado de China Zorrilla, o navio foi construído pelo estaleiro australiano Incat, em Hobart, na Tasmânia, para a operadora uruguaia Buquebus e deve entrar em operação na rota entre Buenos Aires (Argentina) e Colonia del Sacramento (Uruguai) — uma travessia de cerca de 55 km no Rio da Prata.

Com aproximadamente 130 metros de comprimento, o China Zorrilla tem capacidade para transportar até 2.100 passageiros e cerca de 225 veículos por viagem. O sistema de propulsão é alimentado por uma bateria de aproximadamente 40 megawatt-hora, tornando-o o maior navio elétrico do mundo e o maior veículo elétrico já construído.

O projeto representa um avanço significativo para soluções de transporte sustentável em rotas curtas e intensivas, onde embarcações elétricas são mais viáveis devido à limitação atual da tecnologia de baterias para longas viagens oceânicas.

Logística e cronograma

A embarcação foi lançada em maio de 2025 e passou por testes no estaleiro antes da viagem de repositioning rumo à América do Sul, prevista para início de 2026. A expectativa é que o ferry esteja operando já no início de maio, após a conclusão dos preparativos e treinamentos das equipes.

Por funcionar 100 % a bateria, o China Zorrilla elimina emissões diretas de gases poluentes durante as travessias. Isso contrasta com modelos tradicionais movidos a combustíveis fósseis e aponta para um futuro com mais soluções elétricas no setor marítimo.

Além de passageiros e veículos, o navio também apresenta um grande espaço interno para serviços e conveniências, o que o torna competitivo com ferries convencionais em termos de conforto e experiência a bordo.

Desafios e tecnologia

Embora seja um marco em termos de eletrificação naval, especialistas alertam que a tecnologia de baterias ainda limita embarcações elétricas a rotas relativamente curtas, onde a recarga e a densidade de energia são adequadas ao trajeto.

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