Aviação regional

América Latina movimenta 38,7 milhões de passageiros em maio e Brasil avança 2,5%

Por Redação - Em 16/07/2026 às 2:17 PM

Aeroporto, Passageiros Foto Agência Brasil

O desempenho regional foi sustentado principalmente pelas operações domésticas e pelos voos entre países latino-americanos FOTO: Agência Brasil

O transporte aéreo na América Latina e no Caribe movimentou 38,7 milhões de passageiros em maio de 2026, crescimento de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os dados são da Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta).

No Brasil, o fluxo de passageiros aumentou 2,5% na comparação anual, indicando uma retomada do ritmo após a desaceleração observada em abril.

De acordo com a Alta, o desempenho regional foi sustentado principalmente pelas operações domésticas e pelos voos entre países latino-americanos, mesmo diante da elevação dos preços do querosene de aviação e de um cenário internacional considerado desafiador.

O tráfego doméstico da região cresceu 4% em maio, enquanto o segmento internacional intrarregional avançou 3,4%. Já as viagens entre a América Latina e outros continentes registraram expansão de apenas 0,1%.

O resultado do mercado extrarregional foi afetado pela redução de 1,2% no fluxo de passageiros entre os Estados Unidos e os países latino-americanos e caribenhos. Segundo a associação, essa rota acumula três meses consecutivos de retração.

Panamá lidera crescimento

Entre os mercados analisados pela Alta, o Panamá apresentou a maior expansão percentual. O país transportou 1,95 milhão de passageiros em maio, alta de 15,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado marcou o quinto mês consecutivo em que o mercado panamenho registrou crescimento de dois dígitos.

A Colômbia também manteve trajetória positiva, com avanço de 5,5%, impulsionado pelo aumento da movimentação tanto nos voos domésticos quanto nos internacionais.

México e Argentina, por outro lado, apresentaram comportamentos distintos entre os segmentos. No mercado mexicano, o tráfego doméstico cresceu 2,2%, mas o internacional recuou 4,2%.

Na Argentina, as viagens internacionais avançaram 8,1%, enquanto o movimento doméstico caiu 12,1%. Com o resultado, o país registrou sua primeira retração no tráfego aéreo em 2026.

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