política monetária
Ata do Copom mantém cautela e condiciona próximos cortes da Selic ao cenário econômico
Por Redação - Em 23/06/2026 às 10:54 AM

O documento detalha a decisão tomada na semana passada, quando o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano FOTO: Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) reforçou que os próximos ajustes na taxa básica de juros dependerão da evolução do ambiente econômico e do comportamento da inflação. Na ata da reunião divulgada nesta terça-feira (23), o Banco Central afirmou que a intensidade do processo de redução da Selic continuará sendo calibrada conforme novas informações sobre os cenários doméstico e internacional.
O documento detalha a decisão tomada na semana passada, quando o colegiado reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, no terceiro corte consecutivo desde o início do ciclo de flexibilização monetária, iniciado em março. Apesar da continuidade da redução dos juros, a autoridade monetária deixou claro que não há compromisso prévio com o ritmo das próximas decisões.
Segundo o Copom, o ambiente permanece marcado por um elevado grau de incerteza, especialmente em razão dos conflitos geopolíticos no Oriente Médio e dos possíveis impactos sobre os preços das commodities, da energia e da inflação global. Diante desse cenário, o Banco Central afirma que seguirá conduzindo a política monetária com serenidade e prudência, incorporando novos dados antes de definir a magnitude de eventuais cortes adicionais.
A ata também reafirma que a atual trajetória dos juros busca assegurar a convergência da inflação para a meta, ao mesmo tempo em que procura reduzir oscilações excessivas na atividade econômica e favorecer o nível de emprego. As projeções oficiais permanecem indicando inflação de 5,2% em 2026, acima do teto da meta, e de 3,7% em 2027, ainda superior ao centro do objetivo perseguido pelo Banco Central.
Na avaliação do colegiado, a manutenção de uma política monetária restritiva por um período prolongado continua sendo necessária para conter as pressões inflacionárias. Ao mesmo tempo, o Banco Central destacou que evitará mudanças bruscas na trajetória da Selic, preservando flexibilidade para adaptar sua estratégia conforme a evolução das condições econômicas e das expectativas para a inflação.
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