MERCADO DE CAPITAIS
B3 registra recorde em 2025 por emitir R$ 647,5 bi em renda fixa corporativa
Por Marcelo Cabral - Em 15/01/2026 às 12:33 PM
A Brasil, Bolsa, Balcão – B3 alcançou um marco histórico no mercado de capitais ao registrar crescimento de 6,5% no volume de emissões de títulos de renda fixa corporativos em relação a 2024. Considerando exclusivamente as ofertas públicas, o montante captado atingiu R$ 647,5 bilhões até o fechamento de dezembro, o maior volume já observado na série histórica.

B3 possui uma diversificação de instrumentos que podem ser usados pelas empresas Foto: Divulgação
Os títulos de dívida corporativa, instrumentos por meio dos quais empresas recorrem ao mercado de capitais para financiar projetos e fortalecer sua estrutura financeira, seguem em trajetória de expansão. O volume total engloba debêntures, Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) e notas comerciais, refletindo a diversificação e a sofisticação crescente do mercado brasileiro.
Segundo Leonardo Betanho, superintendente de Produtos de Balcão da B3, o cenário de juros elevados foi decisivo para consolidar a renda fixa como principal fonte de financiamento das companhias ao longo de 2025. “O mercado local de dívida corporativa evolui ano após ano, criando novas oportunidades para empresas e investidores. Nesse contexto, instrumentos como debêntures e notas comerciais tornaram-se centrais para a captação de recursos”, destaca.
Liderança das debêntures
As debêntures mantiveram a liderança entre os produtos mais demandados. Em 2025, o volume de emissões desses títulos alcançou R$ 496,3 bilhões, crescimento de 6,5% em comparação a 2024, quando somaram R$ 465,8 bilhões. Já as notas comerciais apresentaram desempenho ainda mais expressivo, com avanço de 23% no período, saltando de R$ 44 bilhões para R$ 54 bilhões.
No segmento de recebíveis, os CRAs totalizaram R$ 46 bilhões em emissões, crescimento de 13% em relação ao ano anterior. Os CRIs, por sua vez, foram a única classe a registrar retração: o volume emitido em 2025 chegou a R$ 50,8 bilhões, queda de 11,5% na comparação anual.
O dinamismo do mercado também se refletiu no estoque total desses instrumentos, que atingiu novo recorde histórico ao encerrar 2025 em R$ 1,97 trilhão, evidenciando a robustez e a profundidade do mercado de dívida corporativa no País.
No universo dos fundos de investimento, as emissões públicas de cotas de fundos fechados alcançaram R$ 110,3 bilhões em 2025, um crescimento expressivo de 63,5% frente a 2024. O estoque desses produtos encerrou o ano em R$ 372 bilhões, reforçando o papel do mercado de capitais como pilar estratégico do financiamento empresarial no Brasil.
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