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Brasil busca flexibilizar cotas de carne bovina com a China após novas salvaguardas
Por Redação - Em 02/01/2026 às 4:49 PM

A China responde por cerca de metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil, que detém aproximadamente 45% de participação nas importações chinesas do produto FOTO: Freepik
O governo brasileiro vai negociar com a China alternativas para ampliar o espaço da carne bovina nacional dentro das cotas de importação isentas de tarifas adicionais estabelecidas por Pequim. A estratégia envolve a possibilidade de o Brasil assumir volumes não utilizados por outros países, em meio às novas regras que passam a limitar as compras chinesas da proteína.
As tratativas devem ocorrer ao longo de 2026. A avaliação do Ministério da Agricultura é que o produto brasileiro reúne competitividade de preço e padrão sanitário que podem sustentar uma eventual redistribuição de cotas, sem impactos relevantes sobre o setor pecuário no curto prazo.
A China implementou um sistema de salvaguardas que impõe uma tarifa adicional de 55% sobre volumes que ultrapassarem as cotas anuais definidas por país. As regras, válidas até o fim de 2028, afetam os principais fornecedores globais de carne bovina.
Para o Brasil, a maior cota entre os exportadores, o limite sem sobretaxa será de 1,106 milhão de toneladas em 2026, com avanço gradual para 1,128 milhão em 2027 e 1,154 milhão em 2028. Em 2025, as vendas brasileiras ao mercado chinês já superaram 1,49 milhão de toneladas até novembro, com faturamento de US$ 8 bilhões, o que indica que parte das exportações poderá ultrapassar os novos tetos.
A China responde por cerca de metade de toda a carne bovina exportada pelo Brasil, que detém aproximadamente 45% de participação nas importações chinesas do produto. Outros fornecedores também terão limites, como Argentina, Uruguai, Nova Zelândia, Austrália e Estados Unidos.
O governo brasileiro avalia que o impacto inicial das cotas será limitado e aposta na ampliação de mercados alternativos para absorver eventuais excedentes, com destaque para países da Ásia e da América do Norte. A expectativa é que a diversificação de destinos e o diálogo com a China preservem o ritmo de exportações ao longo dos próximos anos.
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