Expansão premium

Brasil entra no radar de grifes globais, e Iguatemi aposta no avanço do luxo internacional no país

Por Redação - Em 04/05/2026 às 10:00 AM

Loja Da Chanel No Jk Iguatemi, Em São Paulo

O JK Iguatemi, em São Paulo, ocupa o 2º lugar no ranking nacional de vendas por metro quadrado, segundo levantamento do J.P. Morgan divulgado em abril de 2026

O mercado brasileiro de luxo passou a ocupar posição estratégica nos planos de expansão de grandes marcas internacionais, segundo avaliação do CEO da Iguatemi, Carlos Jereissati Neto. Em entrevista à Bloomberg Línea, o executivo afirmou que o Brasil deixou de ser visto apenas como mercado relevante para se tornar destino prioritário para grifes globais que buscam crescimento fora de polos tradicionais como Europa, Estados Unidos e Ásia. Segundo ele, o avanço estrutural do consumo de alta renda no país tem ampliado o interesse de maisons estrangeiras em estabelecer operação local.

De acordo com dados citados pelo executivo, o setor de luxo no Brasil movimenta cerca de R$ 98 bilhões e pode alcançar R$ 150 bilhões até 2030, impulsionado pela expansão da base consumidora de alta renda e pela maior demanda por experiências premium. A expectativa é que o número de consumidores frequentes desse segmento avance de aproximadamente 1 milhão para 1,5 milhão no período, consolidando o país como uma das principais apostas entre mercados emergentes.

Nesse movimento, a Iguatemi busca reforçar seu papel como principal plataforma de entrada para marcas internacionais no varejo de luxo brasileiro. A companhia, que administra ativos como o JK Iguatemi e outros empreendimentos premium, vem ampliando sua estratégia de curadoria e relacionamento com grupos globais para se posicionar não apenas como operadora de shopping centers, mas como parceira na expansão local dessas marcas. Segundo Jereissati, diversas grifes passaram a enxergar a empresa como canal natural para ingresso no Brasil.

A tese ganha força em meio ao desempenho resiliente do consumo de alta renda, menos suscetível às oscilações macroeconômicas e aos ciclos de juros elevados. Para investidores, esse cenário reforça o segmento de luxo como uma frente de crescimento diferenciada dentro do varejo nacional, especialmente em ativos ligados à experiência, exclusividade e posicionamento aspiracional.

Na prática, a expansão das marcas globais no Brasil reflete uma mudança de percepção internacional sobre o país. Mais do que um mercado consumidor de escala, o Brasil passa a ser visto como praça estratégica para captura de valor no segmento premium. Para operadores como a Iguatemi, isso representa a oportunidade de consolidar uma vantagem competitiva em um dos nichos mais rentáveis do varejo global.

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