Capital estrangeiro

Brasil reassume liderança global em investimento chinês com US$ 6,1 bilhões; avanço de 45%

Por Redação - Em 07/05/2026 às 1:30 PM

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A combinação entre câmbio favorável, mercado consumidor de grande escala, abundância de recursos naturais e matriz energética limpa reforçou a atratividade brasileira

O Brasil voltou ao topo do ranking mundial de investimentos chineses em 2025 ao atrair US$ 6,1 bilhões em aportes, equivalente a 10,9% de todo o capital externo direcionado pela China no período, segundo dados do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) divulgados pela Reuters e repercutidos pela Forbes. O volume representa alta de 45% em relação a 2024 e recoloca o País na liderança global, à frente de Estados Unidos, com 6,8%, e Guiana, com 5,7%.

O desempenho marca a retomada brasileira ao primeiro lugar após oscilar entre a primeira e a quinta posição nos últimos cinco anos — o País também liderou em 2021 —, consolidando-se como principal destino estratégico para a expansão internacional de empresas chinesas. A combinação entre câmbio favorável, mercado consumidor de grande escala, abundância de recursos naturais e matriz energética limpa reforçou a atratividade brasileira.

Setorialmente, a eletricidade permaneceu como principal porta de entrada do capital chinês, mas a mineração ganhou protagonismo ao triplicar o volume de investimentos em 2025, em movimento alinhado à corrida global por minerais estratégicos e à transição energética. O setor automotivo apareceu como terceiro maior destino, concentrando 15,8% dos aportes, impulsionado principalmente pela expansão de montadoras chinesas como BYD e GWM no mercado brasileiro de veículos elétricos e híbridos.

A diversificação também avançou para tecnologia da informação, logística, manufatura eletrônica, serviços digitais e consumo, ampliando a presença chinesa para além da infraestrutura pesada. Esse redesenho sinaliza uma mudança estrutural no perfil do investimento, com maior presença industrial e tecnológica.

Na prática, o novo ciclo reforça o papel do Brasil como plataforma prioritária da China na América Latina em áreas críticas como energia limpa, mineração, indústria e tecnologia — setores diretamente conectados à agenda global de descarbonização e reorganização das cadeias produtivas. A expectativa do CEBC é de continuidade, com possibilidade de intensificação dos aportes nos próximos anos.

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