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BTG aposta em retomada dos fundos de tijolo e projeta novo ciclo para FIIs em 2026
Por Redação - Em 02/01/2026 às 11:35 AM

De acordo com o banco, esses fundos ainda negociam abaixo do valor patrimonial, o que abre espaço para valorização ao longo do próximo ciclo
Os fundos imobiliários lastreados em imóveis físicos devem concentrar as melhores oportunidades do mercado de fundos de investimentos imobiliários (FIIs) ao longo de 2026, segundo avaliação do BTG Pactual. A instituição projeta que o segmento tende a se beneficiar da expectativa de início do ciclo de queda da Selic e de um ambiente macroeconômico mais estável.
De acordo com o banco, esses fundos ainda negociam abaixo do valor patrimonial, o que abre espaço para valorização ao longo do próximo ciclo. A estratégia indicada é de aumento gradual de exposição, priorizando ativos bem localizados, com padrão construtivo elevado e geração previsível de caixa. O BTG também avalia que períodos de maior volatilidade ao longo do ano podem criar oportunidades adicionais de entrada.
Mesmo com juros ainda elevados, a projeção de cortes ao longo de 2026 tende a reduzir a pressão sobre ativos de risco e a melhorar o apetite por investimentos com renda recorrente, favorecendo principalmente os fundos de tijolo.
Por outro lado, os fundos de papel devem continuar entregando rendimentos competitivos no curto prazo, sustentados por estruturas atreladas ao IPCA. Ainda assim, o banco prevê uma acomodação gradual dos dividendos, acompanhando a desaceleração da inflação e o movimento de queda dos juros.
Segmentos
No recorte setorial, o BTG destaca as lajes corporativas como um dos segmentos com maior potencial de recuperação de preços, mesmo após a melhora operacional já observada. Regiões como Faria Lima, Pinheiros e Vila Olímpia seguem entre as áreas com maior potencial de valorização.
O segmento de shoppings centers também mantém viés positivo. Além de negociar abaixo do valor patrimonial, apresenta projeções de retorno em torno de dois dígitos ao ano em 2026. A expectativa de estímulo ao consumo reforça o apelo do setor, embora reajustes mais limitados de aluguel exijam maior seletividade.
Nos galpões logísticos, a demanda permanece aquecida e os aluguéis seguem em trajetória de alta, mas o nível atual de preços reduz o espaço para reprecificação. Já os fundos de renda urbana preservaram desempenho consistente, porém com menor potencial de valorização no curto prazo.
Para os fundos de papel, o BTG projeta manutenção de retornos atrativos, ainda que com tendência de leve redução, acompanhando a normalização do cenário macroeconômico.
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