Tecnologia
Califórnia cria plano contra demissões em massa provocadas pela inteligência artificial
Por REDAÇÃO - Em 23/05/2026 às 7:46 PM

Gavin Newsom defende criação de políticas para reduzir impactos da inteligência artificial sobre empregos nos Estados Unidos — Foto: arquivo/Portal IN
O avanço da inteligência artificial no mercado de trabalho começou a mobilizar governos nos Estados Unidos. A Califórnia se tornou o primeiro estado americano a criar um plano oficial para reduzir os impactos da IA sobre empregos e conter possíveis ondas de demissões provocadas pela automação.
A medida foi determinada pelo governador Gavin Newsom, que ordenou a elaboração de políticas públicas voltadas à proteção de trabalhadores afetados pela transformação tecnológica.
O plano vai reunir agências estaduais, universidades, especialistas e representantes da indústria para discutir medidas relacionadas a seguro-desemprego, indenizações, qualificação profissional e monitoramento das contratações e cortes de pessoal.
Segundo Newsom, o crescimento acelerado da IA exige uma revisão profunda das relações de trabalho e dos modelos econômicos atuais. “As empresas vão ganhar uma fortuna e, por isso, não podemos continuar tendo um sistema de impostos sobre a folha salarial que tribute os empregos e depois subsidie a automação”, afirmou o governador.
Efeitos da automação
A decisão ocorre em meio ao aumento da preocupação global sobre os efeitos da automação no mercado de trabalho. Dados da consultoria Challenger, Gray & Christmas mostram que o setor de tecnologia dos EUA eliminou mais de 52 mil vagas apenas no primeiro trimestre deste ano.
O movimento ganhou força após grandes empresas ampliarem investimentos em IA generativa e automação corporativa. Nesta semana, a Meta, dona do Instagram e WhatsApp, iniciou a demissão de cerca de 8 mil funcionários em diferentes países, ao mesmo tempo em que transferiu outros 7 mil colaboradores para áreas ligadas à inteligência artificial.
Especialistas apontam que tarefas administrativas, operacionais e até atividades criativas começam a ser parcialmente substituídas por sistemas automatizados capazes de executar funções antes realizadas exclusivamente por humanos.
O debate já ultrapassa o setor de tecnologia e envolve economistas, governos e líderes empresariais em diferentes países. Nomes como Elon Musk e Sam Altman, CEO da OpenAI, defendem inclusive a discussão sobre modelos de renda básica universal diante das mudanças provocadas pela IA no mercado global.
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