DESENVOLVIMENTO REGIONAL
Ceará garante a segunda maior fatia do FNE para 2026, com R$ 7,01 bilhões
Por Marcelo Cabral - Em 05/01/2026 às 1:54 PM
O Ceará assegurou a segunda colocação regional na distribuição dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) para 2026, em um orçamento histórico de R$ 52,6 bilhões – alta de 11,1% em relação a 2025. O Estado receberá R$ 7,01 bilhões, o equivalente a 13,4% do total, ficando atrás apenas da Bahia, com R$ 11,09 bilhões (21,1%), e à frente de Pernambuco, que contará com R$ 6,27 bilhões (11,9%). As outras seis unidades federativas regionais terão participações menores.

Fábricas de diferentes portes poderão receber recursos do FNE Foto: Carlos Gibaja/Casa Civil
O novo desenho do fundo reforça uma diretriz estratégica: o fortalecimento da base produtiva regional. Do montante global, 62% dos recursos – R$ 32,6 bilhões – serão destinados a pequenos produtores rurais, microempreendedores e empresas de pequeno porte, o maior volume já registrado para esses segmentos na história do FNE. A participação dos setores prioritários, que era de 51,2% em 2022, atinge agora seu patamar mais elevado. Já os empreendimentos de médio e grande porte, classificados como não prioritários, terão acesso a R$ 20 bilhões (38%).
O plano de investimentos foi aprovado em reunião ordinária do Conselho Deliberativo da Sudene (Condel), presidida pelo secretário-executivo do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Valder Ribeiro. A decisão reforça o alinhamento institucional com as diretrizes da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), ao priorizar geração de renda, inclusão produtiva e crescimento econômico sustentável no Nordeste.
Para o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o desafio agora é a execução dos recursos disponibilizdos. “Temos a missão de acompanhar o plano de ação que diz respeito ao FNE, para fazer o Nordeste crescer mais, com a perspectiva de melhorar ainda mais”, afirmou.
Eficiência financeira e sustentabilidade
Outro ponto de destaque apresentado ao Condel foi a evolução do perfil financeiro do FNE. O fundo passa a depender cada vez menos de novos aportes e mais do retorno de suas próprias operações. Desde 2022, enquanto os repasses do Tesouro Nacional cresceram 69,2%, os reembolsos líquidos avançaram expressivos 144,1%. O resultado sinaliza um elevado grau de sustentabilidade financeira, no qual financiamentos antigos geram fôlego para novas operações, reduzindo a dependência direta da União.
Entre as prioridades setoriais, a agricultura familiar assume protagonismo por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que se consolida como a maior linha de crédito do FNE em 2026. Serão R$ 11,69 bilhões, equivalentes a 22,2% de todo o orçamento do fundo, evidenciando o compromisso com segurança alimentar, inovação e dignidade no campo. Na sequência, o FNE Rural concentra 14,5% dos recursos, com R$ 7,60 bilhões.
Além do fortalecimento do setor produtivo rural, as linhas voltadas à sustentabilidade e à infraestrutura urbana somam mais de R$ 11 bilhões. O FNE Verde contará com R$ 5,06 bilhões, destinados a tecnologias sustentáveis e preservação ambiental, enquanto o FNE Proinfra receberá R$ 6,28 bilhões, voltados a investimentos em energias renováveis e saneamento básico.
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