Insumos agrícolas

China restringe exportações de fertilizantes e amplia pressão sobre oferta global

Por Redação - Em 19/03/2026 às 12:42 PM

Fertilizantesbrasil

O Brasil depende do mercado externo para suprir a demanda agrícola e importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025

A China intensificou as restrições às exportações de fertilizantes, reduzindo a disponibilidade global em um momento de pressão sobre o mercado. A medida ocorre enquanto a oferta já enfrenta impactos da guerra no Oriente Médio, que afeta rotas logísticas e produção.

As limitações incluem produtos nitrogenados, fosfatados e compostos, ampliando controles que já vinham sendo adotados pelo país para priorizar o abastecimento interno. A decisão pode atingir até 75% das exportações chinesas, que somaram cerca de US$ 13 bilhões no ano anterior, equivalente a aproximadamente 40 milhões de toneladas.

O mercado internacional já operava com oferta restrita antes das novas medidas. A guerra elevou custos e interrompeu fluxos de insumos, especialmente pelo Estreito de Ormuz, por onde passa parcela relevante do comércio global de fertilizantes.

Como resultado, os preços avançaram. A ureia, principal insumo nitrogenado, acumula alta próxima de 40% em relação ao período anterior ao conflito, segundo dados de mercado.

Países importadores, como o Brasil, estão entre os mais afetados. O país depende do mercado externo para suprir a demanda agrícola e importou 45,5 milhões de toneladas de fertilizantes em 2025. Em 2026, já há queda de 33% nas importações de ureia e aumento de 19% no uso de alternativas, como o sulfato de amônio.

A combinação de restrições chinesas e conflitos geopolíticos mantém o mercado pressionado. A expectativa é de continuidade da instabilidade nos preços e na oferta, com impacto direto sobre custos de produção agrícola e decisões de plantio em diferentes regiões.

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