Moda e negócios
Cofundador da Dolce & Gabbana deixa presidência e avalia participação de 40% na empresa
Por Redação - Em 10/04/2026 às 3:36 PM

Apesar da saída do conselho, o estilista segue vinculado à história e à identidade da marca, construída ao longo de quatro décadas
A saída de um dos fundadores da Dolce & Gabbana do comando do conselho marca uma nova fase na governança da tradicional grife italiana, em um momento de reestruturação financeira e revisão estratégica do negócio. Stefano Gabbana renunciou à presidência do conselho da companhia e passou a analisar alternativas para sua fatia acionária, estimada em cerca de 40%.
A decisão, formalizada ainda no fim de 2025 e revelada agora em documentos corporativos, ocorre em meio a negociações com credores e ao redesenho da estrutura de gestão do grupo. A presidência foi assumida por Alfonso Dolce, atual CEO e irmão de Domenico Dolce, sócio histórico de Gabbana na marca fundada em 1985.
O movimento sinaliza uma tentativa de reorganização interna diante de um ambiente mais desafiador para o setor global de luxo. A desaceleração da demanda, combinada ao aumento do custo de financiamento, tem pressionado resultados e levado empresas do segmento a reverem estratégias de capital e expansão.
No caso da Dolce & Gabbana, o processo inclui a negociação de um refinanciamento que pode alcançar cerca de €450 milhões em dívidas. Parte desse plano envolve a busca por novos recursos — estimados em até €150 milhões — e a avaliação de medidas como venda de ativos imobiliários e revisão de contratos de licenciamento, com o objetivo de reforçar a liquidez.
A eventual movimentação societária de Gabbana adiciona um componente relevante à estratégia da companhia. A análise sobre sua participação pode abrir espaço para mudanças no controle ou na composição acionária, em um momento em que grupos de luxo têm buscado maior eficiência operacional e diversificação de receitas, especialmente em áreas como beleza e licenciamento.
Apesar da saída do conselho, o estilista segue vinculado à história e à identidade da marca, construída ao longo de quatro décadas e consolidada como um dos principais nomes da moda global. Para analistas, o redesenho da governança e a possível reconfiguração societária devem ser acompanhados de perto pelo mercado, por indicarem não apenas ajustes internos, mas também a adaptação da indústria de luxo a um ciclo econômico mais desafiador.
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