Política monetária
Copom reduz Selic para 14% ao ano e mantém cautela sobre próximos cortes
Por Redação - Em 05/08/2026 às 10:41 PM

O Copom destacou que a continuidade do ciclo de cortes dependerá da evolução dos indicadores econômicos FOTO: Agência Brasil
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, levando a Selic de 14,25% para 14% ao ano. A decisão, tomada por unanimidade, era amplamente esperada pelo mercado e marca o quarto corte consecutivo desde o início do ciclo de flexibilização monetária em 2026.
A redução ocorre em um cenário de desaceleração da inflação e perda gradual de ritmo da atividade econômica. No comunicado divulgado após a reunião, o Copom destacou que a continuidade do ciclo de cortes dependerá da evolução dos indicadores econômicos e reafirmou que seguirá conduzindo a política monetária de forma restritiva para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.
Embora o ambiente doméstico tenha apresentado melhora nos últimos meses, o Banco Central ressaltou que ainda há fatores de incerteza no cenário internacional, como conflitos geopolíticos e a condução da política monetária em economias avançadas. A autoridade monetária também manteve atenção às expectativas de inflação de médio e longo prazo, que continuam acima da meta de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
A projeção oficial do Banco Central para a inflação de 2026 foi revisada de 5,2% para 5,1%, enquanto a estimativa para o horizonte relevante da política monetária permaneceu em 3,2%, ainda acima do objetivo central. Segundo a instituição, a manutenção de uma postura cautelosa é necessária para consolidar o processo de desinflação.
A decisão também influencia diretamente o custo do crédito, os financiamentos e a rentabilidade de aplicações financeiras atreladas à taxa básica. Apesar do novo recuo, a Selic permanece em um patamar elevado em termos históricos, refletindo a estratégia do Banco Central de equilibrar o estímulo à atividade econômica com o controle das pressões inflacionárias.
Com o comunicado sem indicações claras sobre os próximos passos, o mercado volta suas atenções para a reunião de setembro. Analistas avaliam que novas reduções dependerão da confirmação de um ambiente de inflação mais favorável, da evolução das contas públicas e do comportamento da economia nos próximos meses.
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