COMBUSTÍVEIS

Distribuidores contestam metas de descarbonização e alertam para impacto bilionário no setor

Por Redação - Última Atualização 1 de janeiro de 2026

Associação avalia que o aumento das obrigações para a descarbonização tende a pressionar custos e fluxo de caixa das distribuidoras

A Associação Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis (ANDC) reagiu às novas metas compulsórias de redução de emissões de gases de efeito estufa definidas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para o período de 2026 a 2035. A entidade afirma que os objetivos estabelecidos para a comercialização de combustíveis, baseados nos Créditos de Descarbonização (Cbios), são de difícil execução e podem gerar forte impacto financeiro no setor.

Segundo a associação, as exigências para 2026 representam um salto expressivo em relação ao patamar atual e podem impor custos elevados à cadeia de distribuição. Estimativas internas apontam que o cumprimento das metas pode gerar um impacto bilionário já no primeiro ano de vigência.

A ANDC também questiona o processo de definição das metas, argumentando que não houve debate público suficiente e que a metodologia de cálculo apresenta fragilidades. Em novembro, a entidade já havia solicitado a órgãos de controle uma apuração sobre os critérios utilizados.

Na avaliação da associação, o aumento das obrigações tende a pressionar custos e fluxo de caixa das distribuidoras, afetando principalmente empresas de médio e pequeno porte, com potencial de provocar concentração de mercado e repasse de custos ao consumidor final.

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