Indústria aeronáutica

Embraer entrega 44 aeronaves no 1º trimestre; alta de 47%

Por Redação - Em 05/04/2026 às 8:43 AM

E195 E2 Embraer 2

Para 2026, a Embraer projeta entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos

A Embraer iniciou 2026 com avanço nas entregas e aumento no ritmo de produção. Entre janeiro e março, a companhia entregou 44 aeronaves, volume 47% superior ao registrado em igual período de 2025, quando foram repassadas 30 unidades.

O desempenho representa o melhor resultado para um primeiro trimestre nos últimos anos e reflete ajustes operacionais realizados pela fabricante, especialmente iniciativas para equilibrar a produção e acelerar a entrega de pedidos.

O crescimento foi puxado principalmente pela aviação executiva, que concentrou a maior parte das entregas. No período, foram 29 jatos enviados a clientes, avanço de 26% na comparação anual, sustentado pela demanda por aeronaves leves e de médio porte.

Na aviação comercial, segmento mais rentável da companhia, foram entregues 10 aeronaves, ante 7 no mesmo trimestre do ano anterior, o que representa alta de 43%. Parte desse volume inclui unidades do modelo E195-E2, o maior jato comercial atualmente produzido pela empresa.

Já a área de defesa e segurança voltou a registrar entregas no início do ano. Foram cinco aeronaves no trimestre, incluindo um cargueiro militar KC-390 Millennium e quatro unidades do A-29 Super Tucano. No mesmo período de 2025, não houve entregas nesse segmento.

O avanço nas entregas ocorre em um momento de forte carteira de pedidos. Ao final de 2025, o backlog da companhia atingiu US$ 31,6 bilhões, o maior da história, o que sustenta a aceleração da produção e as perspectivas para o ano.

Para 2026, a Embraer manteve suas projeções. A expectativa é entregar entre 80 e 85 aeronaves comerciais e de 160 a 170 jatos executivos até dezembro. Em ambos os casos, o ponto médio das estimativas indica crescimento de cerca de 6% em relação ao ano anterior.

O resultado do primeiro trimestre reforça a tendência de recuperação da indústria aeroespacial e indica aumento da capacidade produtiva da fabricante brasileira, que busca atender à demanda global em diferentes segmentos da aviação.

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