Aviação comercial
Embraer prevê demanda por 8,5 mil aeronaves comerciais até 2045
Por Redação - Em 20/07/2026 às 12:01 AM

O relatório da Embraer estima que o tráfego global de passageiros, medido pela receita por passageiro-quilômetro transportado, crescerá, em média, 3,7% ao ano até 2045
A aviação comercial deverá demandar 8,5 mil novas aeronaves com até 150 assentos nos próximos 20 anos, movimentando aproximadamente US$ 650 bilhões. A projeção consta no Market Outlook 2026, relatório elaborado pela Embraer para avaliar as perspectivas do setor até 2045.
Segundo a fabricante brasileira, mais da metade dos novos aviões será destinada à renovação das frotas. A substituição de modelos antigos deverá responder por 53% das entregas previstas, enquanto os outros 47% serão utilizados pelas companhias aéreas para ampliar operações e ingressar em novos mercados.
A estimativa considera mudanças na circulação global de passageiros, mercadorias e investimentos, além da expansão de centros industriais e cadeias produtivas regionais. Esse movimento deverá aumentar a necessidade de conexões frequentes entre cidades de médio porte e centros econômicos emergentes.
Para o presidente e CEO da Aviação Comercial da Embraer, Arjan Meijer, o fortalecimento de polos avançados de produção cria demanda contínua por rotas eficientes e com maior frequência. O crescimento do turismo em mercados menores também tende a favorecer aeronaves com capacidade inferior a 150 passageiros.
Tráfego deve crescer 3,7% ao ano
O relatório da Embraer estima que o tráfego global de passageiros, medido pela receita por passageiro-quilômetro transportado, crescerá, em média, 3,7% ao ano até 2045. Entre as sete regiões analisadas, a China deverá apresentar o maior ritmo de expansão no período.
Apesar dessa projeção, a América do Norte continuará liderando a demanda por novas aeronaves, com 2.670 unidades, equivalentes a 31% das entregas globais previstas.
Europa e Comunidade dos Estados Independentes aparecem na sequência, com 1.870 aviões, ou 22% do total. A China deverá absorver 1.470 unidades, representando 17% da demanda mundial, enquanto a região Ásia-Pacífico deverá receber 1.050 aeronaves, participação de 13%.
Para a América Latina, a Embraer projeta a entrega de 740 jatos, o equivalente a 9% do mercado global estimado. A África deverá demandar 370 unidades, enquanto o Oriente Médio deverá receber 330 aviões. As duas regiões responderão, cada uma, por aproximadamente 4% das entregas.
Aeronaves menores ganham espaço
A fabricante avalia que os jatos de corredor único e menor porte terão papel crescente na composição das frotas. Esses modelos permitem que as empresas ajustem a capacidade à demanda de cada rota, ampliem a frequência dos voos e operem em destinos novos ou com menor fluxo de passageiros.
A diversificação das frotas também poderá aumentar a flexibilidade das malhas aéreas e melhorar a eficiência operacional, especialmente em rotas de curta distância. Segundo a Embraer, aeronaves de nova geração com menor capacidade também contribuem para a redução do consumo de combustível e das emissões da aviação comercial.
Mais notícias
INTELIGÊNCIA DE DADOS


























