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Empresariado celebra fim de tarifas de Trump e pressiona por reembolsos rápidos

Por Redação - Em 20/02/2026 às 3:16 PM

Conteiner, Exportações Foto Frepik

A reação do setor privado indica alívio com o fim das tarifas, que elevavam custos, geravam disputas comerciais e aumentavam a incerteza nos investimentos FOTO: Frepik

Grupos empresariais dos Estados Unidos reagiram com entusiasmo à decisão da Suprema Corte americana, que, nesta sexta-feira (20), determinou a ilegalidade das tarifas impostas pelo presidente Donald Trump sob a International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), afirmando que a medida traz maior previsibilidade ao ambiente comercial e pedindo agilidade no processo de devolução dos valores recolhidos de forma indevida.

Representantes da Federação Nacional do Varejo (NRF), que reúne grandes redes como Walmart, Kroger e Costco, destacaram que a decisão judicial proporciona “a certeza tão necessária para as empresas e fabricantes dos EUA”, especialmente depois de meses de incerteza sobre custos adicionais e instabilidade nas cadeias de suprimentos. Executivos também ressaltaram a importância de clareza nas regras para o crescimento econômico e a manutenção de empregos.

Embora a Suprema Corte tenha declarado que o presidente não tinha autoridade para impor tarifas globais sem autorização do Congresso, o tribunal não estabeleceu um procedimento automático para a devolução dos valores já pagos. Segundo dados oficiais, cerca de US$ 133,5 bilhões foram arrecadados em tarifas sob a IEEPA antes da decisão, montante que empresas e associações esperam que seja reembolsado por meio de processos administrativos ou judiciais.

A Câmara de Comércio dos EUA, outra entidade que agrupa centenas de corporações de diferentes setores, também saudou a decisão e enfatizou a necessidade de que o reembolso aos importadores seja rápido e transparente, argumentando que isso ajudaria a aliviar custos que muitas empresas suportaram durante a vigência das tarifas.

Especialistas em comércio alertam, porém, que o processo de reembolsos pode ser longo e complexo, uma vez que a própria Corte deixou a definição de procedimentos para instâncias inferiores. Isso significa que importadores e fabricantes precisarão apresentar dados detalhados sobre os pagamentos feitos, e alguns grupos empresariais já preparam contestações legais para assegurar o retorno dos recursos.

A reação positiva do setor privado sinaliza alívio diante do fim de uma política tarifária que, além de gerar custos adicionais para insumos importados, havia provocado disputas comerciais com parceiros externos e incertezas em investimentos. Ao mesmo tempo, a pressão por soluções rápidas para a devolução dos bilhões pagos em tarifas indica que as empresas esperam que a decisão da Suprema Corte tenha efeitos concretos no curto prazo.

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