Mobilidade aérea
Eve amplia prejuízo em 41% no 1º trimestre com avanço de investimentos em eVTOL
Por Redação - Em 06/05/2026 às 12:01 AM

A Eve mantém uma carteira de cerca de 2,9 mil pedidos de reserva, distribuídos entre clientes de 13 países, com potencial de receita superior a US$ 14 bilhões
A Eve Air Mobility, controlada pela Embraer e dedicada ao desenvolvimento de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical (eVTOL), encerrou o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo líquido 41% maior na comparação anual, refletindo a intensificação dos aportes em pesquisa, testes e certificação do chamado “carro voador”. O aumento das perdas acompanha a estratégia da companhia de acelerar o cronograma tecnológico para viabilizar a entrada comercial da aeronave em 2027.
A companhia atravessa uma fase de forte consumo de caixa típica de empresas de tecnologia industrial em estágio pré-receita, priorizando expansão de engenharia, desenvolvimento de protótipos certificáveis e construção de infraestrutura para operação urbana aérea. Em 2026, a Eve concentra esforços em centenas de voos de teste, além do avanço regulatório junto à Anac e autoridades internacionais.
Mesmo com o prejuízo ampliado, a empresa reforçou sua estrutura financeira neste ano, alcançando US$ 1,2 bilhão em financiamentos após nova captação de US$ 150 milhões com grandes instituições financeiras. O reforço de capital busca sustentar a fase mais intensiva do projeto, em um setor global onde diversas concorrentes enfrentaram dificuldades para manter liquidez.
A Eve mantém uma carteira de cerca de 2,9 mil pedidos de reserva, distribuídos entre clientes de 13 países, com potencial de receita superior a US$ 14 bilhões, sinalizando confiança comercial apesar do atual aumento das perdas. A proposta da subsidiária da Embraer é transformar o eVTOL em uma solução de mobilidade para grandes centros urbanos, conectando aeroportos e áreas metropolitanas com menor tempo de deslocamento e menor emissão.
Para investidores, o resultado reforça que a tese da Eve permanece ancorada mais em execução tecnológica e capacidade de certificação do que em rentabilidade de curto prazo. O desafio central segue sendo converter capital intensivo e inovação em escala operacional antes que a pressão por caixa se torne um entrave ao cronograma.
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