APONTA CNI

Falta de qualificação já é o 4º maior entrave da indústria brasileira

Por Redação - Em 10/02/2026 às 8:30 AM

Industrias Fabricas De Motocicletas Industrias Fabricas Santos Fc2610100917 Produção Industrial Foto Cni José Paulo Lacerda

O percentual de empresas que aponta a falta de qualificação como entrave subiu para 23,3% FOTO: CNI

A escassez de profissionais qualificados consolidou-se como o quarto maior obstáculo ao desempenho da indústria no Brasil, ficando atrás apenas de carga tributária elevada, juros altos e demanda insuficiente. A avaliação consta de nota técnica divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

De acordo com a entidade, a dificuldade para contratar trabalhadores com formação adequada ganhou relevância mesmo em um cenário de desemprego historicamente baixo. Dados da Sondagem Industrial mostram que a parcela de empresas que apontam a falta de qualificação como entrave saltou de cerca de 5% entre 2015 e 2020 para aproximadamente 23% a partir de 2024, atingindo 23,3% no segundo trimestre de 2025, o maior nível da série histórica.

Entre as pequenas empresas, o problema é ainda mais agudo: 28,4% delas indicam a carência de mão de obra qualificada como dificuldade central para operar, percentual que posiciona o fator como o segundo maior obstáculo, atrás apenas dos impostos.

Segundo a CNI, a limitação na oferta de profissionais preparados compromete ganhos de produtividade, dificulta a adoção de novas tecnologias e restringe a competitividade do setor industrial no médio e longo prazos. O desafio é agravado pelo ritmo acelerado de inovação, que exige requalificação constante dos trabalhadores.

Estimativas do Mapa do Trabalho Industrial indicam que cerca de 60% dos trabalhadores da indústria precisarão passar por algum tipo de capacitação até 2027, para acompanhar as transformações tecnológicas e organizacionais do setor.

Apesar desse cenário, o mercado de trabalho segue aquecido. A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o menor patamar da série histórica, o que intensifica a disputa por profissionais qualificados.

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