Aviação internacional

Finnair encomenda até 46 jatos da Embraer e prevê investimento de €2 bilhões na renovação da frota

Por Redação - Em 24/03/2026 às 12:01 AM

E 195 E2 Embraer E195

Com capacidade para cerca de 134 passageiros, o E195-E2 foi considerado adequado para rotas regionais e de média densidade

A companhia aérea Finnair anunciou a renovação de sua frota de curto alcance com aeronaves da Embraer, em um contrato que pode chegar a 46 jatos E195-E2. O acordo inclui a compra firme de 18 aeronaves, além de opção para 16 unidades adicionais e direitos de aquisição para mais 12 aviões.

O investimento total previsto pela companhia finlandesa pode alcançar cerca de €2 bilhões (aproximadamente US$ 2,3 bilhões) até 2029, configurando a maior decisão estratégica da empresa em mais de duas décadas.

A escolha pela fabricante brasileira representa uma mudança relevante de fornecedor, já que a Finnair vinha operando predominantemente com aeronaves da Airbus. Além da aquisição dos novos jatos, a empresa também informou que pretende comprar até 12 aviões usados da família A320/A321, como parte da reestruturação da frota.

O principal fator para a decisão foi a eficiência operacional do modelo E195-E2. Segundo a companhia, as aeronaves permitem uma redução de até 30% nas emissões de CO₂ por passageiro, além de ganhos relevantes em consumo de combustível e ruído.

Dados da fabricante indicam que os jatos da nova geração podem ser até 35% mais econômicos em combustível em comparação com modelos anteriores, reforçando o apelo em um setor pressionado por custos e metas ambientais mais rígidas.

Com capacidade para cerca de 134 passageiros, o E195-E2 foi considerado adequado para rotas regionais e de média densidade, especialmente na malha da Finlândia e do norte da Europa. A previsão é que as primeiras entregas ocorram a partir de 2027, com impacto direto na ampliação da capacidade operacional da companhia.

A renovação da frota ocorre após anos de adiamento de investimentos, inicialmente devido à pandemia e, posteriormente, aos efeitos do fechamento do espaço aéreo entre Europa e Rússia. Nesse contexto, a substituição de aeronaves ganha caráter estratégico para recuperação de eficiência e expansão de rotas.

Para a Embraer, o contrato reforça a demanda global por aeronaves com menos de 150 assentos, segmento que vem sendo impulsionado pela necessidade de otimização de custos e maior flexibilidade operacional das companhias aéreas.

O acordo também evidencia o avanço da fabricante brasileira frente a concorrentes diretos no mercado internacional, consolidando a família E2 como um dos principais vetores de crescimento da empresa no ciclo atual da aviação comercial.

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