governança corporativa

Fundadores da Natura deixam conselho e preparam transição para novo ciclo de inovação

Por Redação - Em 01/04/2026 às 1:30 PM

Os Três Fundadores Da Esq. à Dir. Luiz Seabra, Guilherme Leal E Pedro Passos Fundadores Da Natura

Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos decidiram deixar o Conselho de Administração e migrar para um conselho consultivo

Os três fundadores da Natura anunciaram uma reconfiguração relevante na governança da companhia, marcando o início de uma nova fase estratégica após um período de reestruturação operacional e financeira.

Luiz Seabra, Guilherme Leal e Pedro Passos decidiram deixar o Conselho de Administração e migrar para um conselho consultivo, com atuação voltada ao aconselhamento e à preservação dos valores que moldaram a empresa ao longo de mais de cinco décadas.

A mudança ocorre em um momento descrito pelos próprios fundadores como uma transição entre ciclos. Após um período focado na simplificação dos negócios, com venda de ativos e redução da alavancagem, a companhia passa a priorizar crescimento, inovação e renovação de sua estrutura decisória.

Como parte desse redesenho, foi firmado um novo acordo de acionistas com duração de 10 anos, mantendo a participação dos fundadores e reforçando o compromisso de longo prazo com a empresa. A nova configuração busca equilibrar continuidade cultural e abertura para uma liderança mais alinhada a competências digitais e operacionais, consideradas essenciais para a próxima etapa do grupo.

A reorganização também prevê mudanças no topo do conselho, com a entrada de novos membros e a substituição da presidência, sinalizando uma inflexão no perfil do colegiado. A estratégia é adaptar a governança ao novo contexto competitivo, com foco em eficiência, tecnologia e expansão na América Latina.

Mesmo fora do órgão deliberativo, os fundadores destacam que permanecerão próximos da companhia, atuando como guardiões da cultura e apoiando a nova geração de lideranças. A diretriz central é preservar o legado da marca enquanto se acelera a capacidade de inovação e geração de valor econômico, social e ambiental.

A movimentação ocorre em paralelo ao interesse de investidores institucionais na empresa e à recuperação de indicadores financeiros, reforçando a percepção de que a companhia busca consolidar uma nova fase de crescimento sustentado após anos de ajustes estruturais.

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