Estratégia patrimonial

Fundos imobiliários reforçam apelo defensivo e atraem investidores em abril

Por Redação - Em 07/04/2026 às 2:00 PM

Fundos Imobiliários, Imóveis, Crédito Imobiliário Foto Freepik

O consenso entre analistas é de que os FIIs continuam oferecendo uma relação atrativa entre risco e retorno FOTO: Freepik

Os fundos imobiliários (FIIs) seguem no radar de investidores em abril, com recomendações concentradas em ativos de crédito e logística, em um cenário ainda marcado por juros elevados e maior seletividade na alocação de capital.

Levantamento com casas como BB Investimentos, BTG Pactual, XP Investimentos e Itaú BBA mostra predominância de fundos de recebíveis — que acompanham o CDI — e de logística, beneficiados pela demanda resiliente por galpões e pela previsibilidade de receitas.

Entre os nomes mais recorrentes nas carteiras recomendadas estão Bresco Logística (BRCO11), Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), BTG Pactual Logística (BTLG11) e TRX Real Estate (TRXF11), além de fundos de crédito como RBR High Grade (RBRR11) e Mauá Capital Recebíveis (MCCI11).

A preferência por FIIs de papel reflete o ambiente de juros ainda elevados, que sustenta retornos atrativos indexados ao CDI. Já os fundos de tijolo, especialmente logística e shoppings, aparecem como aposta para captura de valorização com a esperada queda gradual das taxas ao longo do ciclo econômico.

Dados recentes indicam que o setor encerrou 2025 em alta de 21,1%, segundo o índice Ifix, após recuperação frente às perdas do ano anterior, reforçando o interesse institucional pela classe de ativos.

Além disso, multiestratégia e hedge funds imobiliários ganham espaço em 2026, apoiadas na flexibilidade para capturar oportunidades de ganho de capital e arbitragem em diferentes segmentos do mercado.

Para investidores, o consenso entre analistas é de que os FIIs continuam oferecendo uma relação atrativa entre risco e retorno, sobretudo pela combinação de renda recorrente (dividendos) e potencial de valorização das cotas — ainda que o cenário fiscal e político mantenha volatilidade no curto prazo.

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