COMÉRCIO EXTERIOR
Governo eleva imposto de importação para produtos tecnológicos e bens industriais
Por Redação - Em 24/02/2026 às 5:30 PM

Segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o objetivo da mudança é conter o avanço acelerado das importações em segmentos estratégicos e proteger a indústria nacional FOTO: Freepik
O governo federal anunciou nesta semana a elevação das alíquotas do imposto de importação para uma extensa lista de produtos estrangeiros, uma medida que atinge setores como tecnologia, máquinas e equipamentos industriais.
A atualização tarifária, que entrou em vigor em parte no início deste mês, ajusta a tributação incidente sobre mais de mil linhas de produtos. Entre os itens afetados estão smartphones, equipamentos de informática, dispositivos de telecomunicação e bens de capital utilizados na produção industrial. As alíquotas tiveram aumentos que variam, em média, até 7,2 pontos percentuais, segundo dados oficiais.
Segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda, o objetivo da mudança é conter o avanço acelerado das importações em segmentos estratégicos e proteger a indústria nacional de pressões competitivas externas. O órgão citou que os bens de capital e de informática registraram um crescimento expressivo nas importações nos últimos anos, o que motivou a revisão da tributação para “preservar e ampliar capacidade produtiva interna”.
Para o governo, a revisão das tarifas também deve resultar em ganhos adicionais de arrecadação, estimados em dezenas de bilhões de reais para 2026, ajudando a cumprir metas fiscais traçadas para o ano.
Entretanto, a alteração vem gerando reações contraditórias no meio econômico. Representantes de setores importadores e especialistas em comércio exterior alertam que o aumento do imposto pode pressionar os custos de produtos e equipamentos que dependem de menor tributação para viabilizar investimentos e reduzir preços ao consumidor.
Empresas de tecnologia, em particular, manifestaram preocupação de que a medida resulte em aumentos no preço final de eletrônicos, especialmente aparelhos importados com elevada participação no mercado doméstico, como os smartphones.
O Gecex afirma que a estratégia não busca restringir o acesso a produtos essenciais, mas sim equilibrar a cadeia produtiva nacional diante de importações que, em alguns segmentos, superam a produção interna. Autoridades também destacam que regimes especiais e exceções poderão seguir em vigor para insumos sem produção equivalente no país.
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