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Guerra no Irã eleva petróleo, reacende temor de estagflação e leva mercados ao “modo pânico”

Por Redação - Em 09/03/2026 às 10:21 AM

Dólar Foto Agência Brasil

Parte do mercado passou a reforçar posições consideradas defensivas, como dólar, ouro e petróleo FOTO: Agência Brasil

A escalada do conflito envolvendo o Irã ampliou o receio de um cenário de estagflação global, combinação de inflação elevada com crescimento econômico fraco, e levou investidores a buscar proteção diante da volatilidade nos mercados financeiros. O movimento ocorre após a forte alta do petróleo, que voltou a superar a faixa de US$ 100 por barril em meio às tensões no Oriente Médio.

O avanço dos preços da energia ocorre em um momento em que o conflito ameaça rotas estratégicas de transporte de petróleo, especialmente o Estreito de Ormuz, passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo consumido no mundo. A redução no tráfego de navios petroleiros e os ataques na região elevaram o risco de interrupções no fornecimento global de energia.

A reação dos mercados foi imediata. Contratos futuros das bolsas dos Estados Unidos chegaram a cair mais de 2%, enquanto o preço do petróleo disparou e atingiu o maior nível desde 2022, com o barril do WTI próximo de US$ 119 e o Brent em torno de US$ 116.

Com a alta da energia, investidores passaram a avaliar o risco de uma nova onda inflacionária. O encarecimento de combustíveis tende a elevar custos de transporte, produção e alimentos, pressionando índices de preços ao consumidor em várias economias. Ao mesmo tempo, preços elevados de energia podem reduzir o ritmo de crescimento econômico, criando o cenário típico de estagflação.

A perspectiva preocupa bancos centrais e gestores de ativos porque políticas tradicionais têm eficácia limitada nesse tipo de situação. A elevação de juros pode conter a inflação, mas também tende a frear ainda mais a atividade econômica.

Diante desse quadro, parte do mercado passou a reforçar posições consideradas defensivas, como dólar, ouro e petróleo, enquanto ativos mais sensíveis ao ciclo econômico registraram perdas. A estratégia reflete a tentativa de investidores de se proteger diante da incerteza provocada pela guerra e pelo impacto potencial sobre a economia global.

Analistas avaliam que a duração do conflito será decisiva para o comportamento dos mercados. Um choque prolongado no preço do petróleo pode ampliar a pressão inflacionária e elevar o risco de desaceleração econômica em diversas regiões do mundo.

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