MINISTRO DA FAZENDA

Haddad descarta privatização dos Correios e aposta em reestruturação como saída para crise

Por Redação - Em 04/02/2026 às 1:38 PM

Fernando Haddad Foto Agência Brasil

Para Haddad, o modelo mais eficaz adotado internacionalmente não é a venda total das estatais postais, mas sim a diversificação de serviços FOTO: Agência Brasil

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nessa terça-feira (3), que a privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não está alinhada com as práticas observadas em países desenvolvidos e não deverá ser adotada como estratégia no Brasil. A declaração foi feita em entrevista à rádio BandNews FM.

Para Haddad, o modelo mais eficaz adotado internacionalmente não é a venda total das estatais postais, mas sim a diversificação de serviços para ampliar a sustentabilidade econômica dessas empresas. Segundo ele, em nações como Estados Unidos e no Velho Continente, companhias do setor postal buscam integrar funções financeiras ou logísticas em vez de serem completamente privatizadas.

O ministro ressaltou que os Correios enfrentam custos elevados relacionados à universalização dos serviços postais, obrigação que recai sobre a estatal e que, no passado, era parcialmente compensada por atividades exclusivas que deixaram de existir ao longo dos anos. Essa combinação levou a déficits sucessivos e à necessidade de buscar soluções internas ao grupo.

Haddad destacou ainda que a atual direção da empresa pretende realizar uma ampla reestruturação, apoiada por um empréstimo bilionário com garantia da União, com a meta de ajustar a operação e tornar as contas do Correios mais equilibradas.

Em sua fala, o ministro também desmentiu a ideia de que comandar a Fazenda fosse “o pior emprego do mundo”, afirmando ter aprendido muito na função e citado resultados econômicos que, segundo ele, superaram expectativas de parte do mercado financeiro.

A posição oficial sinaliza que o governo brasileiro pretende reforçar o compromisso com o caráter público dos serviços postais, ao mesmo tempo em que busca novas formas de viabilizar financeiramente a estatal sem recorrer à privatização plena, como sugerem experiências internacionais de modernização desse tipo de empresa.

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