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IA e juros lideram decisões de gestoras que administram US$ 5,5 trilhões

Por Redação - Em 22/07/2026 às 10:47 AM

Inteligência Artificial Foto Freepik

A IA deixou de ser vista apenas como um segmento de tecnologia para assumir um papel mais amplo na economia FOTO: Magnific

A inteligência artificial e o cenário de juros elevados passaram a ocupar o mesmo patamar entre os principais fatores que orientam as decisões de investimento das grandes gestoras globais. É o que mostra a 1ª Pesquisa Investimentos Temáticos Globais, realizada pela XP Investimentos com 37 gestoras brasileiras e internacionais que, juntas, administram mais de US$ 5,5 trilhões em ativos.

Segundo o levantamento, 38% das instituições apontam os juros elevados por um período prolongado como a principal variável macroeconômica para a alocação de recursos. O mesmo percentual cita a aceleração dos investimentos em inteligência artificial e infraestrutura digital como o tema de maior influência sobre as estratégias de longo prazo. A fragmentação geopolítica aparece em seguida, com 16% das respostas.

A pesquisa indica que a IA deixou de ser vista apenas como um segmento de tecnologia para assumir um papel mais amplo na economia. Na avaliação das gestoras, seu avanço impacta produtividade, investimentos corporativos, demanda por energia, inflação e, consequentemente, a trajetória das taxas de juros.

Apesar da forte expansão dos investimentos no setor, a percepção predominante é de que ainda não há sinais de uma bolha. Para 51% das casas consultadas, o ciclo de desenvolvimento da inteligência artificial está em fase de maturação, enquanto 32% acreditam que o movimento ainda está no início. Apenas 14% consideram que os preços das empresas ligadas ao tema já superaram seus fundamentos.

As oportunidades mais promissoras, segundo os gestores, concentram-se na infraestrutura que sustenta a nova economia digital. Chips e hardware lideram as preferências, mencionados por 59% dos entrevistados, seguidos por data centers, infraestrutura física e fornecimento de energia, lembrados por 51%. As redes de transmissão e distribuição de energia também ganham destaque diante do aumento da demanda provocado pelos centros de processamento de dados.

O estudo também aponta espaço para o Brasil dentro dessa transformação. A concentração global da produção de minerais críticos e de cadeias estratégicas faz com que o país seja visto como uma alternativa relevante para diversificação. Entre os entrevistados, 83% identificam potencial competitivo do Brasil em minerais críticos, enquanto energia, agronegócio e recursos naturais aparecem entre as principais vantagens da América Latina no cenário internacional.

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