
Renato Aguiar, Renata Paula Santiago, Aline Lima, Tiago Bezerra e Pádua Sampaio no Almoço dos Associados do IBFE e IBGE. Fotos: João Djorge
O IBEF Ceará (IBEF-CE) e o IBGC – Capítulo Ceará (IBGC-CE) realizaram, nesta terça-feira (11), o primeiro Almoço de Associados de 2026, reunindo membros das duas instituições em um debate estratégico sobre as principais percepções da NRF Retail’s Big Show 2026, reconhecida como o maior evento global do varejo.
O encontro, exclusivo para associados, consolidou-se como um espaço qualificado de troca de experiências, fortalecimento de networking e atualização sobre as tendências que vêm redesenhando o setor em escala internacional. Com foco em finanças, governança corporativa e inovação, a iniciativa marcou o início da agenda institucional do ano, reforçando o compromisso das entidades com a formação de lideranças preparadas para um mercado em constante transformação.

Pádua Sampaio compartilhou aprendizados e reflexões a partir da experiência na NRF Retail’s Big Show
A conversa foi conduzida por Tiago Bezerra, sócio da Forvis Mazars, e Pádua Sampaio, sócio da Agência Temprano. Ambos compartilharam aprendizados e reflexões a partir da experiência na NRF Retail’s Big Show, realizada anualmente em Nova York e conhecida por reunir lideranças empresariais, especialistas e referências mundiais em tecnologia, cultura organizacional, vendas e práticas corporativas.
Para Pádua Sampaio, o diferencial do evento está na amplitude e pluralidade da programação. “A NRF acaba congregando todos esses assuntos em mais de 150 palestras, mesclando executivos, presidentes de conselhos, esportistas, atores e influenciadores. É esse mix de conhecimento que faz essa feira tão rica”, destacou.
A diversidade de perfis e temas abordados demonstra como o varejo global ultrapassa fronteiras tradicionais, incorporando discussões sobre comportamento do consumidor, inovação tecnológica e estratégias de gestão em um cenário cada vez mais dinâmico e interconectado.
Inteligência artificial
Entre os pontos centrais debatidos durante o almoço, a inteligência artificial no varejo surgiu como um dos vetores mais relevantes para o futuro do setor. Longe de ser tratada como tendência passageira, a tecnologia foi apontada como etapa consolidada da transformação digital.
Pádua reforçou a inevitabilidade desse movimento. “A inteligência artificial não pode ser tratada como uma moda. Ela já se consolidou, veio como mais um momento de disrupção. Não é algo passageiro, mas algo que vai estar cada vez mais integrado”, afirmou.
A análise evidencia que a adoção de soluções baseadas em IA deixou de ser diferencial competitivo para se tornar requisito estratégico, impactando desde a personalização da experiência do consumidor até a otimização de processos internos, análise de dados e tomada de decisão.
Com o avanço da inteligência artificial, cresce também a necessidade de fortalecer a governança corporativa. O consenso entre os participantes foi de que a tecnologia, sem diretrizes claras, pode potencializar fragilidades organizacionais.
Renata Paula Santiago, coordenadora geral do IBGC-CE, ressaltou que muitas empresas ainda enfrentam desafios estruturais básicos. “Falhamos ao não definirmos a responsabilidades. Governança começa quando sabemos exatamente o papel de cada liderança”, destacou.
A reflexão aponta para um ponto crucial: sem definição clara de papéis e responsabilidades, a inovação pode ampliar problemas em vez de solucioná-los. Nesse contexto, a governança surge como elemento estruturante para garantir decisões responsáveis, estratégicas e alinhadas aos objetivos institucionais.

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