RECORDES NOMINAIS
Ibovespa inicia 2026 com ritmo histórico e tem valorização de 12,56% em janeiro
Por Marcelo Cabral - Em 31/01/2026 às 12:37 PM
O mercado de capitais brasileiro iniciou 2026 em ritmo de forte valorização. O Ibovespa B3, principal referência nacional, encerrou janeiro com alta acumulada de 12,56%, registrando oito recordes nominais ao longo do mês. Trata-se do melhor desempenho para janeiro desde 2006, quando o índice avançou 14,55%. Nesta sexta-feira (30), o indicador fechou aos 181.363 pontos, consolidando um início de ano histórico para a bolsa brasileira.

B3 sedia leilões, IPOs e movimenta ações de empresas do Brasil e exterior Foto: Cauê Diniz/B3
Para especialistas, o movimento reflete um ambiente mais favorável ao risco e uma postura cada vez mais estratégica por parte dos investidores. “O desempenho do Ibovespa B3 sinaliza que a bolsa do Brasil está em momento de valorização e que os investidores seguem com suas estratégias de diversificação e sofisticação, com a renda variável presente como um componente chave de estratégias de investimento”, afirma Hênio Scheidt, gerente de Produtos na B3.
Criado em 1968, o Ibovespa é amplamente utilizado por investidores e analistas como um termômetro da economia brasileira e do mercado de capitais. O índice oferece um panorama do desempenho das ações mais representativas listadas na bolsa, sendo revisado a cada quatro meses para assegurar a presença das companhias com maior liquidez e capitalização.
Como investir com base no Ibovespa
A exposição ao principal índice da bolsa pode ser feita, essencialmente, por duas vias: ETFs e derivativos, instrumentos que atendem a diferentes perfis de investidor e objetivos financeiros.
ETFs (Exchange Traded Funds)
Os ETFs funcionam como fundos de investimento cujas cotas são negociadas em bolsa, de forma semelhante às ações. Sua principal característica é a replicação do desempenho de um índice de referência. Ao adquirir uma cota de um ETF atrelado ao Ibovespa, o investidor passa a deter, de forma fracionada, uma carteira diversificada que espelha as principais empresas que compõem o índice.
Derivativos
Os derivativos incluem contratos financeiros como futuros e opções, cujo valor está diretamente ligado à pontuação do Ibovespa. São instrumentos amplamente utilizados tanto para proteção de carteira quanto para estratégias de alavancagem e especulação sobre a direção futura do mercado.
As opções conferem ao comprador o direito de comprar ou vender o índice a um preço previamente estabelecido até uma data de vencimento específica. As opções de compra (call) são utilizadas quando se espera alta do mercado, enquanto as opções de venda (put) são indicadas para cenários de queda ou como mecanismo de proteção. Para quem compra a opção, o risco é limitado ao valor pago pelo contrato; já para quem vende, as perdas podem ser significativamente maiores.
Os contratos futuros do Ibovespa, por sua vez, estabelecem a obrigação de compra ou venda do índice em uma data futura, por um preço definido no presente. O diferencial desse instrumento está no ajuste diário: ganhos e perdas são apurados e liquidados financeiramente todos os dias, o que exige disciplina, gestão de risco e acompanhamento constante do mercado.
Com resultados expressivos logo no primeiro mês do ano, o Ibovespa reforça seu papel como termômetro da confiança dos investidores e como porta de entrada para estratégias cada vez mais sofisticadas no mercado financeiro nacional.
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