INDÚSTRIA FARMACÊUTICA
Índia tem genérico do Ozempic a US$ 14 após patente expirar
Por Redação - Em 24/03/2026 às 1:00 PM

No Brasil, a quebra da patente da semaglutida, ocorrida neste mês de março, abre espaço para a entrada de genéricos, mas a queda de preços deve ocorrer de forma gradual, diferentemente da Índia
A quebra da patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, abriu espaço para uma forte redução de preços na Índia, onde versões genéricas já chegam a US$ 14 por mês. O movimento marca uma inflexão no mercado global de tratamentos para diabetes e obesidade, até então dominado pela dinamarquesa Novo Nordisk.
Com o fim da exclusividade, farmacêuticas locais aceleraram lançamentos e ampliaram a concorrência. A Natco Pharma, por exemplo, colocou no mercado uma versão com preço inicial de 1.290 rúpias (cerca de US$ 14), enquanto outras empresas trabalham com faixas entre 1.300 e 8.000 rúpias mensais.
O contraste com os produtos originais é significativo. A caneta do Wegovy custa cerca de 10.480 rúpias (US$ 113) na Índia e pode chegar a US$ 199 nos Estados Unidos, evidenciando uma queda de até 70% nos custos com a entrada dos genéricos.
A escala da concorrência também chama atenção. Estimativas apontam que cerca de 42 fabricantes devem lançar mais de 50 marcas de semaglutida no país, transformando a Índia no primeiro grande laboratório global dessa nova fase do medicamento.
A queda de preços também amplia o público potencial. A Índia reúne uma das maiores populações com sobrepeso e diabetes do mundo, o que pode impulsionar o mercado de medicamentos para emagrecimento de cerca de US$ 500 milhões para até US$ 1 bilhão nos próximos anos.
Por outro lado, o avanço acelerado dos genéricos levanta preocupações. Autoridades regulatórias já intensificaram a fiscalização diante do risco de uso indiscriminado e da venda sem prescrição médica, especialmente com a popularização desses fármacos como solução estética.
No Brasil, a quebra da patente da semaglutida, ocorrida neste mês de março, abre espaço para a entrada de genéricos, mas a queda de preços deve ocorrer de forma gradual, diferentemente da Índia. Com tratamentos hoje entre cerca de R$ 1.300 e R$ 2.500 por mês, a tendência inicial é de redução mínima de 35%, conforme a regulação, enquanto fatores como aprovação da Anvisa, complexidade de produção e estratégia das farmacêuticas devem limitar cortes mais agressivos no curto prazo.
Ainda assim, o principal impacto será a ampliação do acesso, com potencial de expansão de um mercado que já movimenta bilhões de reais no país.
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