transição

Itaú confirma Diogo Guillen como novo economista-chefe a partir de julho

Por Redação - Em 29/04/2026 às 10:30 AM

Diogo Abry Guillen, Diretor Do Banco Central

Guillen retorna ao Itaú após trajetória no setor público. Entre 2022 e 2025, ele comandou a Diretoria de Política Econômica do Banco Central do Brasil

O Itaú Unibanco confirmou a escolha de Diogo Guillen, ex-diretor de Política Econômica do Banco Central, para assumir o cargo de economista-chefe da instituição a partir de 1º de julho de 2026. A nomeação reposiciona uma das funções mais estratégicas do maior banco privado da América Latina em um momento de elevada atenção do mercado sobre juros, inflação, câmbio e ritmo de crescimento da economia brasileira.

Guillen retorna ao Itaú após trajetória no setor público. Entre 2022 e 2025, comandou a Diretoria de Política Econômica do Banco Central, posição central na formulação de análises técnicas que subsidiam decisões de política monetária. Antes disso, construiu carreira no próprio Itaú, onde atuou de 2015 a 2021 na área econômica da gestora do grupo. Formado pela PUC-Rio e doutor em economia pela Universidade de Princeton, ele reassume o banco com perfil que combina experiência acadêmica, mercado financeiro e política econômica.

O executivo substituirá Mário Mesquita, que lidera a área desde julho de 2016 e encerrará seu ciclo no fim de abril, após quase dez anos à frente das projeções e estratégias macroeconômicas da instituição. Mesquita continuará vinculado ao banco durante o período de transição, atuando como consultor.

A sucessão ocorre em uma cadeira de alta influência sobre investidores institucionais, grandes empresas e decisões estratégicas do próprio banco. O economista-chefe do Itaú tem papel central na elaboração de cenários para taxa Selic, atividade econômica, mercado global e alocação de capital — análises que frequentemente servem de referência para o mercado brasileiro.

Ao trazer de volta um ex-integrante da cúpula do Banco Central, o Itaú reforça sua aposta em sofisticação analítica e interlocução qualificada em um cenário marcado por incertezas externas, ajustes monetários e debates fiscais. A movimentação também sinaliza uma busca por liderança técnica capaz de antecipar tendências e ampliar a capacidade competitiva do banco em inteligência econômica.

Mais notícias

Ver tudo de IN Business