Geopolítica

Itaú eleva projeções do petróleo e revisa valor de petroleiras com risco no Irã

Por Redação - Em 07/04/2026 às 12:37 PM

Petrobras Agência Brasil

Para a Petrobras, o valor estimado passou de R$ 43 para R$ 64, com recomendação de compra mantida FOTO: Agência Brasil

O aumento das tensões no Oriente Médio levou o Itaú BBA a revisar suas estimativas para o setor de petróleo, incorporando um prêmio de risco geopolítico mais elevado diante da possibilidade de escalada do conflito envolvendo o Irã. A nova leitura já se reflete nas projeções de preços da commodity e nos valores das principais petroleiras brasileiras.

De acordo com o banco, o barril do tipo Brent deve ter média de US$ 80 em 2026, acima das projeções anteriores, com estimativas de US$ 75 em 2027 e US$ 70 no longo prazo. A revisão considera o risco de interrupções logísticas e incertezas persistentes no mercado global de energia.

Esse cenário levou à atualização dos preços-alvo das empresas do setor. Para a Petrobras, o valor estimado passou de R$ 43 para R$ 64, com recomendação de compra mantida. Já a PRIO teve preço-alvo elevado de R$ 51 para R$ 74, enquanto a PetroReconcavo passou de R$ 13 para R$ 16, ambas com recomendação neutra.

Na avaliação dos analistas, o ambiente de preços mais altos tende a fortalecer a geração de caixa das companhias, especialmente aquelas com maior exposição às cotações internacionais. A PRIO, por exemplo, é vista como uma das mais sensíveis aos movimentos de curto prazo do petróleo, podendo se beneficiar diretamente de um eventual rali da commodity.

O banco também destaca que o prêmio de risco geopolítico deve permanecer incorporado aos preços mesmo em caso de arrefecimento das tensões, mantendo o petróleo em patamares elevados por mais tempo.

No pano de fundo, o conflito no Oriente Médio volta a colocar o petróleo no centro das decisões de investimento global. Como o Irã é um dos principais produtores mundiais e atua em uma região estratégica para o transporte da commodity, qualquer instabilidade tende a pressionar a oferta e elevar os preços internacionais.

Para investidores, o movimento reforça a atratividade do setor de óleo e gás em um ambiente de incerteza, ao mesmo tempo em que amplia os riscos inflacionários e de volatilidade nos mercados globais.

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