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JBS registra US$ 415 milhões de lucro no 4º trimestre

Por Redação - Em 26/03/2026 às 12:30 PM

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A receita líquida consolidada atingiu US$ 23,06 bilhões no trimestre, avanço de 15%

A JBS encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido de US$ 415 milhões, resultado praticamente estável em relação a igual período do ano anterior, mas sustentado por crescimento consistente de receita e diversificação global.

A receita líquida consolidada atingiu US$ 23,06 bilhões no trimestre, avanço de 15%, superando estimativas de mercado e marcando novo recorde para o período. No acumulado de 2025, o faturamento chegou a US$ 86,18 bilhões, alta de cerca de 12%, reforçando o posicionamento da companhia como uma das maiores do setor global de alimentos.

Apesar do crescimento, a rentabilidade mostrou compressão. O Ebitda ficou em US$ 1,72 bilhão no trimestre, recuo de 7%, com margem de 7,4%, refletindo principalmente o ciclo adverso da pecuária nos Estados Unidos, onde a menor oferta de gado elevou custos.

No ano, a companhia reportou lucro líquido de aproximadamente US$ 2 bilhões, crescimento entre 13% e 15%, enquanto o Ebitda totalizou US$ 6,8 bilhões, queda de 5%, indicando um cenário de expansão com maior pressão operacional.

A geração de caixa livre somou US$ 990 milhões no trimestre, e a alavancagem encerrou o período em 2,39 vezes dívida líquida/Ebitda, nível considerado administrável para o setor. A companhia também aprovou pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, sinalizando compromisso com retorno ao acionista.

O resultado reforça o crescimento sustentado por escala e diversificação geográfica, mesmo em ciclos adversos. A pressão nas margens, especialmente na operação de carne bovina nos Estados Unidos, que responde por mais de 30% da receita, é parcialmente compensada pelo desempenho mais resiliente das divisões de aves e operações internacionais.

Para investidores, o ponto-chave está na combinação entre receita recorde e margens comprimidas. O cenário indica que a companhia segue capturando demanda global por proteína, mas enfrenta um ambiente de custos elevados, o que pode limitar expansão de rentabilidade no curto prazo.

Por outro lado, a forte geração de caixa, o pagamento de dividendos e a estratégia de diversificação reforçam a atratividade do papel em uma perspectiva de médio prazo.

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