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JHSF amplia lucro em 81% e alcança R$ 444 milhões no 2º trimestre

Por Redação - Em 14/08/2026 às 12:01 AM

Aeroporto Catarina

O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional apresentou uma das maiores taxas de crescimento entre os negócios recorrentes. A receita bruta avançou 53,6%, para R$ 107,4 milhões

A JHSF encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 444 milhões, crescimento de 81% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida avançou 88%, para R$ 935 milhões, enquanto o Ebitda ajustado chegou a R$ 502,6 milhões, mais que o dobro do registrado um ano antes.

Os números ficaram acima das projeções do consenso Bloomberg citadas pela Forbes, que apontavam receita líquida de R$ 451 milhões e Ebitda de R$ 218 milhões. O desempenho foi sustentado tanto pelos negócios de renda recorrente — que incluem shoppings, hotelaria e gastronomia, aeroporto executivo, residências, clubs e gestão de recursos — quanto pela incorporação imobiliária.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a companhia registrou lucro líquido de R$ 816 milhões, expansão de 34% frente ao primeiro semestre de 2025. O Ebitda ajustado semestral alcançou R$ 753,4 milhões, alta de 69%. Segundo a JHSF, os resultados representam o melhor segundo trimestre e o melhor primeiro semestre de sua história.

Os negócios de renda recorrente responderam por aproximadamente metade da receita bruta e do Ebitda ajustado consolidados do primeiro semestre. No segundo trimestre, essa frente gerou R$ 439,6 milhões em receita bruta, avanço de 30,3%, e R$ 197,3 milhões em Ebitda ajustado, crescimento de 31%.

No semestre, a receita bruta atingiu R$ 829,4 milhões, alta de 24%, enquanto o Ebitda ajustado chegou a R$ 373,8 milhões, crescimento de 25%.

Desconsiderando os efeitos do reconhecimento contábil das receitas da incorporação conforme a evolução das obras, a JHSF calcula que o Ebitda ajustado anualizado dos negócios de renda recorrente supera R$ 730 milhões. Com a execução dos projetos contratados e em desenvolvimento, a companhia projeta potencial de aproximadamente R$ 2 bilhões em Ebitda ajustado no médio prazo, sem considerar a incorporação.

Shoppings registram R$ 1,3 bilhão em vendas

Nos shoppings, as vendas dos lojistas somaram R$ 1,3 bilhão entre abril e junho, crescimento anual de 6%. As vendas nas mesmas lojas avançaram 5,7%, enquanto a taxa consolidada de ocupação ficou em 98,2%. No Shopping Cidade Jardim, a ocupação chegou a 100%. O custo de ocupação consolidado foi de 8,4%.

A receita bruta dos shoppings alcançou R$ 106,7 milhões, crescimento de 10,1%.

Em maio, a companhia inaugurou o CJ Boa Vista Village, em Porto Feliz, no interior de São Paulo. O empreendimento possui cerca de 15 mil m² de área bruta locável e aproximadamente 100 operações de varejo, gastronomia, arte, serviços e entretenimento.

A JHSF também avança na expansão do Shopping Cidade Jardim. Considerando os projetos em desenvolvimento, a empresa estima elevar sua área bruta locável própria para aproximadamente 98 mil m², aumento de 39% em relação à área atual.

Fasano alcança receita de R$ 133,8 milhões

Na divisão de hospitalidade e gastronomia, comandada pelo Grupo Fasano, a receita bruta cresceu 5,8%, para R$ 133,8 milhões. O Ebitda ajustado avançou 16,6%, atingindo R$ 27,1 milhões.

Quando consideradas as operações próprias e administradas e as receitas de licenciamento da marca, a receita consolidada do Fasano somou R$ 260,6 milhões, alta anual de 1,1%.

A operação reúne atualmente 11 hotéis e 36 restaurantes, além de projetos de expansão internacional em cidades como Nova York, Miami, Londres e Milão e em destinos como Cascais e Punta del Este.

Aeroporto executivo amplia receita em 53,6%

O São Paulo Catarina Aeroporto Executivo Internacional apresentou uma das maiores taxas de crescimento entre os negócios recorrentes. A receita bruta avançou 53,6%, para R$ 107,4 milhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 25,7%, alcançando R$ 56,2 milhões.

O número de movimentos de aeronaves aumentou 2,3%, e o volume de combustível abastecido cresceu 1,9%. Os movimentos de aeronaves não baseadas no aeroporto representaram 64,3% do total e avançaram 31,6% em relação ao primeiro trimestre.

No período, o Catarina Aviation Show recebeu mais de 6 mil convidados e 94 marcas expositoras. A JHSF também concluiu, em abril, a aquisição da Embassair, base de apoio à aviação executiva localizada no Opa-Locka Executive Airport, em Miami.

JHSF Capital chega a R$ 12,1 bilhões sob gestão

A JHSF Capital encerrou junho com aproximadamente R$ 12,1 bilhões em ativos sob gestão, ante R$ 2,6 bilhões um ano antes. A gestora administra 21 fundos nacionais e internacionais.

A receita bruta da divisão cresceu 231,8%, para R$ 13 milhões, enquanto o Ebitda ajustado alcançou R$ 4,9 milhões, revertendo o resultado negativo registrado no segundo trimestre de 2025.

Após o encerramento do trimestre, em julho, a gestora concluiu ainda uma captação de R$ 400 milhões por meio da oferta pública de cotas do fundo JCSC11, voltado à aquisição de participação minoritária no Shopping Cidade Jardim.

Incorporação cresce 224,8%

Na incorporação imobiliária, a receita bruta atingiu R$ 558,5 milhões, expansão de 224,8% em um ano. O Ebitda ajustado avançou 222,4%, para R$ 345,8 milhões.

Parte relevante do resultado veio do reconhecimento contábil da primeira parcela da venda de estoques do Boa Vista Estates a um fundo imobiliário. A operação, anunciada em dezembro de 2025, envolve R$ 5,2 bilhões em estoques prontos e em desenvolvimento e inclui também Boa Vista Village, Reserva Cidade Jardim, São Paulo Surf Club Residences e Fazenda Santa Helena.

Ao final de junho, a JHSF possuía R$ 1,7 bilhão em vendas contratadas cujas receitas ainda serão reconhecidas conforme o avanço das obras. Incluindo a segunda parcela da operação com o fundo, prevista para dezembro, esse volume chega a R$ 3,5 bilhões.

Mesmo após a transação de R$ 5,2 bilhões, a companhia mantém um banco de terrenos com aproximadamente R$ 28 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) potencial.

Caixa encerra junho em R$ 4,4 bilhões

A JHSF terminou o primeiro semestre com R$ 4,4 bilhões em caixa, equivalentes e títulos e valores mobiliários. A posição de caixa líquido ficou em R$ 1,2 bilhão, abaixo dos R$ 1,8 bilhão registrados no encerramento de março.

A dívida bruta passou de R$ 5,4 bilhões em março para R$ 6,3 bilhões em junho. O custo médio da dívida ficou em CDI mais 0,90% ao ano, ante CDI mais 0,98% um ano antes, enquanto o prazo médio atingiu 5,3 anos.

Do endividamento total, 64% estão indexados ao CDI e 28% ao IPCA, e 95% dos recursos foram captados por meio do mercado de capitais.

A companhia prepara ainda uma emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) de aproximadamente R$ 800 milhões, com possibilidade de acréscimo de até 25%. Após a operação, a JHSF estima que sua cobertura de caixa poderá passar dos atuais 4,2 anos para cerca de sete anos.

O balanço do trimestre mostra uma JHSF com crescimento distribuído entre diferentes frentes: enquanto a incorporação teve forte impacto do reconhecimento de receitas da operação com o fundo imobiliário, os negócios recorrentes ampliaram receitas e Ebitda, com destaque para aeroporto, residências, clubs e gestão de recursos. Ao mesmo tempo, a companhia mantém um pipeline imobiliário de R$ 28 bilhões em VGV potencial e projeta elevar a geração operacional dos negócios recorrentes nos próximos anos.

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