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JHSF busca aval para operar voos comerciais no Aeroporto Catarina
Por Marlyana Lima - Em 22/01/2026 às 1:05 PM

Aeroporto Catarina – terminal executivo privado – é administrado pelo Grupo JHSF – Fotos: Divulgação
A JHSF Participações, incorporadora de luxo fundada pela família de José Auriemo Neto, iniciou movimentações para obter autorização e operar voos comerciais a partir do Aeroporto Catarina – terminal executivo privado localizado próximo à cidade de São Paulo. A medida pode remodelar a maneira como o tráfego aéreo é administrado na região mais congestionada do país.
O governo federal retomou estudos para permitir que aeroportos privados recebam voos comerciais no Brasil. O tema está atualmente sob avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, que aguarda parecer da área jurídica para definir como as regras para esse tipo de operação deveriam ser estruturadas.
Reconhecida como uma das maiores incorporadoras de alto padrão do país, a JHSF possui negócios que vão de empreendimentos residenciais de luxo a shoppings, hotéis e restaurantes com marcas globais prestigiadas. A possível abertura do Aeroporto Catarina para voos comerciais representaria uma expansão relevante da atuação da companhia no segmento de aviação e poderia abrir uma nova fonte de receita.
Investimentos no setor
A empresa começou a operar o Aeroporto Catarina em 2019. Localizado a cerca de 50 quilômetros de São Paulo, o local se apresenta como o primeiro aeroporto internacional do Brasil dedicado exclusivamente à aviação executiva, com funcionamento 24 horas por dia. Caso o projeto seja aprovado, a JHSF teria de erguer um terminal de passageiros e promover outros investimentos na pista.
A JHSF informou que se recusou a comentar o tema. A Casa Civil, por sua vez, comunicou por escrito, via assessoria, que não recebeu proposta relacionada à mudança legal necessária para viabilizar a operação. O Ministério de Portos e Aeroportos não respondeu a pedidos de posicionamento.
Embora o debate sobre o Aeroporto Catarina não seja novo, ele ganhou nova urgência no fim de 2025 devido às limitações de slots em Congonhas, que já opera próximo à capacidade máxima. A restrição dificulta que companhias aéreas adicionem rotas ou aumentem a frequência de voos.
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