Aviação

Latam fatura US$ 4,2 bilhões no trimestre e mantém lucro apesar da alta dos combustíveis

Por Redação - Em 05/08/2026 às 4:27 PM

Avião Latam

As despesas com querosene de aviação somaram US$ 1,7 bilhão, um salto de 93,1% em relação ao segundo trimestre de 2025

O Grupo Latam Airlines encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados positivos mesmo diante do forte aumento nos custos com combustível, um dos principais desafios enfrentados pelo setor aéreo. A companhia registrou lucro líquido de US$ 125 milhões, sustentado pelo crescimento da demanda por viagens e pela expansão da receita operacional.

Entre abril e junho, a empresa alcançou receita de US$ 4,2 bilhões, valor 28% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. O desempenho foi acompanhado por um Ebitda ajustado de US$ 713 milhões, refletindo a capacidade da companhia de preservar a rentabilidade mesmo em um ambiente de custos mais elevados.

O principal fator de pressão sobre o balanço foi o combustível. As despesas com querosene de aviação somaram US$ 1,7 bilhão, um salto de 93,1% em relação ao segundo trimestre de 2025. O preço médio pago pela companhia, já considerando operações de hedge, avançou 81,3% na comparação anual.

Apesar desse cenário, a Latam reforçou sua posição financeira. O fluxo de caixa operacional ajustado atingiu US$ 473 milhões no trimestre, enquanto a empresa encerrou junho com US$ 2,7 bilhões em caixa. Considerando as linhas de crédito comprometidas, a liquidez total alcançou US$ 4,2 bilhões, equivalente a 26,2% da receita acumulada nos últimos 12 meses.

No período, o grupo transportou 21,1 milhões de passageiros, ampliando sua capacidade consolidada em 8,9%. A taxa média de ocupação das aeronaves chegou a 81,8%, indicando manutenção da demanda por voos em diferentes mercados atendidos pela companhia.

Segundo o diretor financeiro (CFO) da Latam Airlines Group, Ricardo Bottas, os resultados refletem a resiliência do modelo de negócios da empresa. De acordo com o executivo, a estrutura operacional permitiu manter a lucratividade mesmo em um trimestre tradicionalmente mais fraco para o setor e marcado por uma escalada sem precedentes nos custos com combustível.

O desempenho reforça a estratégia da companhia de combinar expansão da oferta de voos com disciplina financeira, preservando caixa e liquidez para enfrentar um ambiente ainda desafiador para a aviação comercial global.

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