aponta UBS
Mercado global de arte movimenta US$ 59,6 bilhões e mantém trajetória de crescimento
Por Redação - Em 23/03/2026 às 1:30 PM

O quadro “El sueño”, de Frida Kahlo, foi arrematado por US$ 54,7 milhões
O mercado global de arte voltou a crescer em 2025, movimentando US$ 59,6 bilhões (cerca de R$ 316,5 bilhões), segundo o relatório Art Basel & UBS Global Art Market Report 2026, referência internacional baseada em dados de galerias, leilões e colecionadores.
O avanço foi de 4% em relação a 2024, indicando uma recuperação moderada após dois anos de retração, com crescimento desigual entre regiões e segmentos.
O desempenho foi puxado principalmente pelos leilões. As vendas públicas somaram US$ 20,7 bilhões, com alta de 9%, enquanto o mercado de galerias respondeu por US$ 34,8 bilhões. Já as vendas privadas realizadas por casas de leilão recuaram 4%, para US$ 4,2 bilhões, sinalizando mudança no perfil das transações.
Um dos marcos recentes do setor foi a temporada de leilões de novembro de 2025, que movimentou cerca de US$ 2,2 bilhões (R$ 11,7 bilhões), crescimento de aproximadamente 75% na comparação anual, reforçando a retomada da confiança dos investidores.
No segmento de alto valor, uma única obra ilustra a dinâmica do mercado. O quadro “El sueño (La cama)”, de Frida Kahlo, foi arrematado por US$ 54,7 milhões (R$ 290,5 milhões), estabelecendo recorde histórico para uma artista mulher.
Apesar do crescimento, o relatório do UBS aponta um cenário de ajuste estrutural. O economista-chefe da instituição, Paul Donovan, destaca que o avanço foi “moderado”, mas evidencia a resiliência do setor frente a juros elevados e incertezas globais.
Um dos vetores de transformação é a chamada transferência global de riqueza, estimada em US$ 83 trilhões nas próximas décadas, que tende a mudar o perfil dos compradores, com maior participação de mulheres e investidores mais jovens.
No Brasil, embora faltem estatísticas consolidadas, o movimento de crescimento se reflete na expansão de produtos financeiros ligados ao setor. Novos veículos, como fundos especializados em arte e estruturas de crédito para galerias, começam a ganhar espaço, ampliando o acesso de investidores ao segmento.
Além disso, o custo de participação internacional reforça a necessidade de financiamento. A presença de galerias em feiras no exterior pode representar até 25% das despesas anuais, o que tem impulsionado soluções estruturadas de investimento no ecossistema artístico.
Com US$ 59,6 bilhões em vendas globais, crescimento de 4%, alta de 9% nos leilões e uma transferência potencial de US$ 83 trilhões em riqueza, o mercado de arte se consolida como uma classe de ativos alternativa, combinando valorização patrimonial, diversificação e proteção em cenários de instabilidade econômica.
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