ESTRATÉGIA

Natura finaliza venda da Avon na Rússia por €26,9 milhões e reforça foco no mercado latino-americano

Por Redação - Em 19/02/2026 às 10:40 AM

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A negociação na Rússia representa mais um passo no esforço do grupo brasileiro para simplificar sua operação internacional e reforçar sua atuação no principal mercado de atuação da companhia

A Natura &Co, grupo brasileiro de cosméticos, anunciou, nesta quinta-feira (19), a conclusão da venda das operações da Avon na Rússia para o Grupo Arnest por cerca de €26,9 milhões (aproximadamente R$ 166 milhões considerando a conversão atual). Os recursos da transação foram recebidos pela companhia em 17 de fevereiro de 2026, informou a Natura em comunicado.

A operação faz parte da estratégia de simplificação corporativa iniciada pela Natura em 2022, que incluiu a redução de sua presença internacional e o foco renovado em seus mercados principais, sobretudo a América Latina. A venda das operações russas ocorre após a conclusão, em 31 de dezembro de 2025, do desinvestimento da Avon International — que contempla os negócios da marca na Europa, África e Ásia — para a gestora de investimentos Regent LP.

A Natura esclareceu que a transação russa não garante participação futura da empresa no mercado local, que permanece classificado como “ativo mantido para venda” enquanto alternativas estratégicas continuam em análise.

A venda da Avon na Rússia é parte de um movimento mais amplo da Natura de desinvestimento e reorganização de sua estrutura global, iniciado com a separação de marcas como Aesop e The Body Shop e a conclusão da venda da Avon International. No caso desse último negócio, a negociação foi concluída por um valor simbólico em libras esterlinas para o comprador, com a possibilidade de pagamentos adicionais de até £60 milhões atrelados ao desempenho futuro da operação internacional.

Embora a propriedade e os direitos da marca Avon na América Latina permaneçam sob o guarda-chuva da Natura, a empresa também se comprometeu a oferecer uma linha de crédito garantida de até US$ 25 milhões (cerca de R$ 132 milhões) à unidade vendida para a Regent, com vencimento em cinco anos após o primeiro uso e disponível até 31 de dezembro de 2026, dependendo de condições contratuais.

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