compromisso internacional

Países prometem triplicar uso de energia nuclear até 2050

Por Redação - Em 11/03/2026 às 7:58 PM

Brasil Deve Ter Repositório Definitivo Para Rejeito Nuclear Até 2029, Usina De Energia Nuclear Foto Eletronuclear

Para diversos governos, a tecnologia pode funcionar como complemento às fontes renováveis, oferecendo geração constante de eletricidade com baixas emissões de carbono FOTO: Eletronuclear

O Brasil e outros 37 países firmaram um compromisso internacional para ampliar o uso da energia nuclear nas próximas décadas, em meio a preocupações com segurança energética e redução de emissões de carbono. A meta anunciada prevê triplicar a capacidade nuclear global até 2050, com participação de nações da Europa, da Ásia e da América.

O movimento ocorre em um contexto de reavaliação das políticas energéticas em várias economias avançadas. Autoridades europeias passaram a reconhecer que a redução da presença da energia nuclear nas últimas décadas pode ter sido um erro estratégico. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o continente se afastou de uma fonte considerada confiável, acessível e de baixas emissões, aumentando a dependência de combustíveis fósseis importados.

Segundo dados citados por autoridades europeias, a participação da energia nuclear na geração elétrica do continente caiu de cerca de um terço em 1990 para aproximadamente 15% atualmente. A queda ocorreu após decisões políticas tomadas sobretudo depois do acidente nuclear de Fukushima, em 2011, quando vários países optaram por reduzir ou abandonar seus programas nucleares.

Nos últimos anos, porém, crises energéticas e tensões geopolíticas reacenderam o debate sobre o papel da energia nuclear na transição energética. Para diversos governos, a tecnologia pode funcionar como complemento às fontes renováveis, oferecendo geração constante de eletricidade com baixas emissões de carbono.

Com a nova iniciativa internacional, os países participantes pretendem estimular investimentos em reatores nucleares, novas tecnologias e projetos de longo prazo que permitam ampliar a participação dessa fonte na matriz energética global nas próximas décadas.

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