HUB ENERGÉTICO E INDUSTRIAL

Pecém receberá aporte de R$ 6,5 bilhões para usina termelétrica a gás natural

Por Marcelo Cabral - Em 20/03/2026 às 12:07 AM

O Ceará reafirma sua vocação como protagonista no cenário energético nacional com a consolidação de um novo e ambicioso investimento no Complexo do Pecém. Selecionado no leilão de capacidade promovido pelo Governo Federal, o projeto da usina termelétrica a gás natural – batizado de Jandaia – deve inaugurar um novo capítulo no desenvolvimento econômico e industrial do Estado.

Complexo do Pecém receberá ainda um novo píer dedicado ao gás natural                            Foto: Ascom

Fruto da parceria entre as empresas Eneva e Diamante, o empreendimento prevê um aporte robusto de R$ 6,5 bilhões e já desponta como um dos mais relevantes projetos de infraestrutura energética em curso no Brasil. Com previsão de início das obras ainda no primeiro semestre deste ano, a usina deverá entrar em operação em 2030, movimentando cerca de 18 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano.

Mais do que um investimento de grande porte, o projeto simboliza um salto estratégico para o Complexo do Pecém, consolidando-o como um hub energético e industrial de alta competitividade. “Esse resultado representa um marco estratégico para o Complexo do Pecém e para o desenvolvimento do Ceará. Estamos falando de um investimento robusto, que fortalece nossa infraestrutura, amplia a segurança energética e cria novas oportunidades para a indústria”, ressalta Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

Expansão estrutural

Para viabilizar a operação da nova térmica, o Porto do Pecém também passará por uma importante expansão estrutural. Está prevista a construção do Píer Zero, com investimento estimado em R$ 430 milhões. A nova instalação será dedicada ao transporte de gás natural e contará com a presença de uma unidade flutuante de regaseificação – o FSRU (Floating Storage and Regasification Unit) – que permitirá o recebimento e processamento do gás liquefeito diretamente no porto.

Segundo Quintino, a infraestrutura não apenas atenderá à demanda da usina Jandaia, mas também abrirá novas perspectivas para o setor produtivo local. “Haverá um volume excedente de gás, suficiente não apenas para as térmicas, mas também para abastecer nossas indústrias e atrair novos empreendimentos”, destaca.

Nesse contexto, o Complexo do Pecém se fortalece como um vetor de desenvolvimento sustentável e inovação, combinando segurança energética, eficiência logística e capacidade de atração de investimentos. Um movimento que posiciona o Ceará, cada vez mais, no radar dos grandes projetos estratégicos do País.

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