Transição energética

Petrobras comercializa primeiro lote de combustível de aviação produzido com óleo de soja certificado

Por Redação - Em 17/06/2026 às 1:00 PM

Petrobras Agência Brasil

O lote comercializado soma 3,8 mil metros cúbicos e foi produzido na Refinaria Duque de Caxias, no Rio de Janeiro FOTO: Agência Brasil

A Petrobras concluiu a venda do primeiro lote de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido com óleo de soja certificado, em um avanço na estratégia de descarbonização do transporte aéreo. Segundo a estatal, trata-se do primeiro combustível do tipo no mundo com certificação internacional de baixo risco de mudança indireta do uso da terra (ILUC), requisito que atesta a origem sustentável da matéria-prima.

O lote comercializado soma 3,8 mil metros cúbicos e foi produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, por meio da tecnologia de coprocessamento, que permite incorporar matéria-prima renovável ao processo convencional de refino. O combustível contém 1% de conteúdo renovável, percentual compatível com as metas previstas pela Lei do Combustível do Futuro para os primeiros anos de adoção do SAF no Brasil.

A cadeia de produção envolveu diferentes empresas. A Bunge foi responsável pelo fornecimento, certificação e processamento do óleo de soja em sua unidade de Rondonópolis (MT), enquanto a distribuição e comercialização do combustível para o setor aéreo ficarão a cargo da Vibra Energia, por meio da BR Aviation.

A certificação obtida assegura que a soja utilizada não está associada ao desmatamento nem contribui indiretamente para a conversão de áreas nativas, um dos critérios exigidos pelos padrões internacionais para combustíveis sustentáveis de aviação. O objetivo é ampliar a aceitação do produto em mercados que adotam regras rigorosas de rastreabilidade e redução de emissões.

O desenvolvimento do SAF integra a estratégia da Petrobras de ampliar a oferta de combustíveis de menor intensidade de carbono. A expectativa é que a demanda por esse tipo de produto cresça nos próximos anos, à medida que o setor aéreo avance no cumprimento de metas globais de redução das emissões de gases de efeito estufa.

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