volatilidade global

Petróleo dispara mais de 13% com tensão entre Estados Unidos e Irã

Por Redação - Em 02/03/2026 às 12:42 AM

Petróleo, Plataforma De Petróleo Foto Freepik

O conflito se intensifique, o petróleo pode registrar novas altas percentuais significativas, levando o Brent à faixa de US$ 90 FOTO: Freepik

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou uma reação imediata e intensa no mercado de energia, com variações percentuais de dois dígitos nas principais referências internacionais de petróleo.

Logo na abertura das negociações, o Brent avançou mais de 13%, atingindo US$ 80,58 por barril, enquanto o WTI subiu cerca de 9%, negociado a US$ 73,09. Trata-se de uma das maiores altas percentuais registradas em um único pregão nos últimos meses.

O movimento ocorre após um período em que a commodity já acumulava valorização. Desde o início de 2026, o petróleo vinha registrando alta relevante, e a nova escalada geopolítica ampliou de forma abrupta o prêmio de risco incorporado aos preços.

O avanço superior a 13% no Brent recoloca o barril acima da faixa dos US$ 80, representando uma forte aceleração em relação aos níveis observados semanas atrás, quando os contratos estavam próximos de US$ 70.

Analistas do mercado avaliam que, caso o conflito se intensifique, o petróleo pode registrar novas altas percentuais significativas, levando o Brent à faixa de US$ 90, o que representaria uma valorização adicional de cerca de 12% sobre os níveis atuais. Em um cenário mais extremo, a cotação poderia se aproximar de US$ 100, implicando avanço superior a 20% frente às últimas cotações antes da escalada.

O principal fator por trás da disparada percentual é o temor de interrupção no Estreito de Hormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente por via marítima. Qualquer restrição ao fluxo na região tende a ampliar rapidamente as oscilações percentuais nos contratos futuros.

Oferta

Como contraponto, a Opep+ anunciou aumento de produção de 206 mil barris por dia, volume que representa menos de 0,2% da oferta global diária, percentual considerado insuficiente para neutralizar uma eventual perda relevante de fornecimento no Golfo.

Enquanto o petróleo avançava mais de 10%, índices acionários internacionais registraram quedas próximas de 1%, evidenciando o deslocamento de capital para ativos ligados à energia e proteção contra risco geopolítico.

A magnitude das variações percentuais reforça a sensibilidade do mercado de commodities a eventos geopolíticos. Com movimentos acima de 10% em um único dia, o petróleo volta ao centro das atenções e reacende preocupações sobre inflação, custos logísticos e estabilidade financeira global.

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