tensão global

Petróleo pode chegar a US$ 200 com guerra no Oriente Médio e risco no Estreito de Ormuz

Por Redação - Em 12/03/2026 às 9:38 AM

Desde o início da guerra, 14 navios mercantes já foram atingidos na região

A escalada militar entre Estados Unidos, Israel e Irã elevou a tensão no mercado global de energia e reacendeu o temor de um choque histórico nos preços do petróleo. Autoridades iranianas alertaram que o barril pode alcançar US$ 200, em meio à ampliação do conflito e aos ataques a navios mercantes no Golfo Pérsico.

A guerra, iniciada após bombardeios conjuntos de Washington e Tel Aviv contra alvos iranianos há quase duas semanas, já deixou cerca de 2 mil mortos, principalmente iranianos e libaneses, e se espalhou para áreas do Líbano e de outros pontos do Oriente Médio.

Na quarta-feira (11), três embarcações foram atingidas na região do Golfo Pérsico. A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que disparou contra navios que teriam desobedecido ordens militares.

Entre os casos registrados, um graneleiro com bandeira da Tailândia pegou fogo e teve a tripulação retirada; três pessoas seguem desaparecidas. Outros dois navios — um porta-contêineres japonês e um graneleiro das Ilhas Marshall — também sofreram danos.

Desde o início da guerra, 14 navios mercantes já foram atingidos na região.

O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, tornou-se um ponto crítico. Fontes indicam que o Irã posicionou aproximadamente 12 minas na passagem marítima, elevando o risco de interrupção do fluxo global de petróleo.

Mercado reage com volatilidade

A tensão já afeta os preços da energia. O petróleo chegou perto de US$ 120 por barril no início da semana, recuou para a faixa de US$ 90 e voltou a subir cerca de 5% diante do risco de interrupção no fornecimento.

O impacto também atingiu as bolsas globais, com queda nos principais índices de Wall Street.

Para conter o choque, a Agência Internacional de Energia (AIE) recomendou a liberação de 400 milhões de barris das reservas estratégicas globais, a maior intervenção desse tipo já proposta.

Autoridades norte-americanas afirmaram que empresas dos EUA devem ampliar a produção para aproveitar os preços mais altos.

Conflito militar continua

Apesar da intensidade dos bombardeios conduzidos pelos EUA e por Israel, o Irã segue respondendo com ataques de mísseis e drones contra alvos na região.

Washington afirma ter destruído 28 navios iranianos capazes de lançar minas, enquanto Tel Aviv diz possuir uma extensa lista de alvos, incluindo instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou que a operação militar seguirá “sem limite de tempo”, até que todos os objetivos sejam alcançados.

Pressão econômica como estratégia

Autoridades iranianas indicaram que pretendem prolongar o impacto econômico do conflito.

Segundo o porta-voz militar Ebrahim Zolfaqari, a instabilidade regional pode levar o petróleo a US$ 200 por barril, associando o preço da commodity à segurança do Oriente Médio.

O governo iraniano também ameaçou atacar instituições financeiras que mantenham negócios com Estados Unidos ou Israel, ampliando o risco de efeitos econômicos mais amplos na região.

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