DIRETRIZES ESTRATÉGICAS
Porto de Fortaleza apresenta Plano de Descarbonização feito pela Valenciaport
Por Marcelo Cabral - Em 16/03/2026 às 1:26 PM
O Porto de Fortaleza deu mais um passo estratégico rumo à sustentabilidade com a apresentação oficial do Plano de Descarbonização, elaborado pela Fundação Valenciaport, da Espanha, para a Companhia Docas do Ceará (CDC) e representantes da comunidade que atua no Porto de Fortaleza. O estudo traça diretrizes para que todas as operações relacionadas ao terminal alcancem emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

Lucio Gomes conduziu a abertura do encontro realizado na sede da CDC Fotos: Divulgação
A abertura do encontro foi conduzida pelo diretor-presidente da Companhia Docas do Ceará, Lucio Gomes, que destacou a relevância estratégica do documento para o futuro do complexo portuário cearense. “Essas ações, algumas delas já em andamento ou em processo final de contratação, serão todas incorporadas ao planejamento estratégico da empresa”, garantiu.
O evento contou com a participação de especialistas da Fundação Valenciaport, entidade vinculada ao Porto de Valência e reconhecida internacionalmente por projetos voltados à sustentabilidade portuária. Estiveram presentes o diretor do Projeto de Descarbonização, Jonas Mendes Constante; o diretor de Desenvolvimento Internacional de Negócios, Miguel Garín; o diretor de Transição Energética e Sustentabilidade, Josep Sanz, e a consultora sênior Jussara Mendes.
A apresentação do estudo reuniu cerca de 40 participantes, entre representantes da CDC – como o diretor de Infraestrutura e Gestão Portuária da CDC, Urbano Filho; o chefe de Gabinete da Presidência da CDC, Paulo César Moreira de Sousa; o coordenador de Marketing, Mário Jorge Cavalcanti; o coordenador de Planejamento, Evandro Batista, técnicos da comunidade portuária e executivos de empresas que atuam no complexo, como Termaco, Tergran, Termap, J. Macêdo e M. Dias Branco.

Representantes da CDC que participaram do processo em parceria com a Fundação Valenciaport
Diagnóstico técnico das emissões
Com mais de 100 páginas, o plano reúne uma análise detalhada das principais fontes emissoras de gases de efeito estufa (GEE) nas atividades do porto. O estudo foi desenvolvido a partir do cálculo da pegada de carbono referente a 2023, que apontou emissões totais de aproximadamente 53 mil toneladas de dióxido de carbono (CO²).
Desse total, 38 mil toneladas estão diretamente associadas às operações portuárias, incluindo a permanência de navios atracados nos berços. As 15 mil toneladas restantes correspondem às operações de fundeio, navegação e manobras das embarcações na área portuária.
Com base nesse diagnóstico, o plano recomenda 30 medidas administrativas e operacionais que deverão ser adotadas gradualmente para conduzir o Porto de Fortaleza à neutralidade de carbono até 2050. Cada ação proposta apresenta fundamentação técnica, estimativa de redução de emissões, indicadores de acompanhamento, definição de áreas responsáveis, previsão orçamentária e cronograma de implementação, além de referências a boas práticas já aplicadas em outros portos do Brasil e do exterior.
Sustentabilidade como vantagem competitiva
O documento parte da premissa de que o aquecimento global provocado pela atividade humana é um fenômeno incontestável, e que cada tonelada adicional de emissões de gases de efeito estufa contribui para o aumento da temperatura do planeta e para seus impactos ambientais.
Além da dimensão ambiental, o plano também se sustenta em uma lógica econômica. A adoção de práticas de baixo carbono fortalece a capacidade do Porto de Fortaleza de atender às exigências regulatórias internacionais e ampliar sua presença em mercados cada vez mais atentos aos critérios de sustentabilidade.

Reunião na sede da CDC contou com a presença de diversos atores que trabalham no setor portuário
Nesse contexto, a descarbonização passa a representar também uma estratégia de competitividade, tornando o terminal mais atrativo para empresas, parceiros logísticos e investidores comprometidos com agendas ambientais e de governança.
Com a implementação das diretrizes propostas, o Porto de Fortaleza busca consolidar seu papel como plataforma logística de referência em excelência ambiental, integrando inovação tecnológica, eficiência operacional e responsabilidade socioambiental como pilares de desenvolvimento.
Cooperação internacional
A entrega do Plano de Descarbonização marca o cumprimento do contrato firmado em julho de 2024 entre a CDC e a Fundação Valenciaport. Ao longo da parceria, a instituição espanhola também elaborou o plano de trabalho inicial e realizou o cálculo da pegada de carbono do porto.
A iniciativa reforça o compromisso do Porto de Fortaleza com as agendas globais de sustentabilidade e com a construção de um modelo de desenvolvimento portuário alinhado às transformações ambientais e econômicas do comércio internacional.
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