DIÁLOGO ESTRATÉGICO

Protagonismo feminino da CNI marca a missão empresarial do Brasil à Índia

Por Marcelo Cabral - Em 18/02/2026 às 1:43 PM

A participação de mulheres no comércio global é um dos eixos prioritários que integrarão a agenda do Conselho Empresarial Brasil-Índia. A diretriz ganha força quando quatro empresárias brasileiras integram a delegação e participam da primeira reunião da Aliança Empresarial de Mulheres (WBA) do Brics em território indiano, reforçando a presença feminina em fóruns estratégicos.

Mônica Monteiro participou de evento do Lide Ceará, em Fortaleza              Foto: Douglas Filho/Portal IN

A agenda faz parte da missão empresarial que acompanha a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Índia e à Coreia do Sul, que inicia nesta quinta-feira (19) e segue até a próxima terça-feira (24). “Não se trata apenas de ocupar espaços, mas de produzir resultados: vamos à Índia para abrir mercados, atrair investimentos e posicionar o Brasil na agenda global ”, afirma a presidente do Fórum Nacional da Mulher Empresária (FNME) e da Aliança Empresarial de Mulheres do Brics e vice-presidente da CNBC, Mônica Monteiro.

O grupo feminino brasileiro na Índia é composto, ainda, pela vice-presidente da Firjan, Carla Pinheiro; a empresária da Marfrig, Márcia dos Santos, e a empresária da indústria criativa Nágila Guimarães. O FMNE é uma iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Agenda bilateral relevante

Ao lado desse movimento, a delegação da indústria brasileira será liderada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (FIEG), André Rocha, que leva à agenda bilateral as prioridades do setor produtivo em comércio, investimentos, tecnologia e ambiente de negócios.

A agenda empresarial se ancora em dados que mostram espaço para avançar na parceria bilateral. A Índia é hoje o principal parceiro comercial do Brasil na América Latina, enquanto o País está entre os cinco maiores parceiros da Índia.

Em 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 15 bilhões, com destaque para os setores automotivo, eletrônico, equipamentos médicos, softwares e serviços de TI – o que ainda é uma fatia modesta da pauta brasileira, mas com alto potencial de expansão em inovação e tecnologia.

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