Turismo e impostos

Reforma tributária acende alerta no setor hoteleiro sobre custos e competitividade

Por Redação - Em 16/06/2026 às 12:01 AM

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A discussão ocorre em um momento de recuperação do turismo brasileiro, impulsionado pelo crescimento das viagens corporativas e de lazer FOTO: Magnific

A implementação da reforma tributária tem gerado preocupação entre empresários da hotelaria brasileira, que acompanham de perto os impactos das novas regras sobre os custos operacionais e a competitividade do setor. Representantes da indústria identificam três pontos centrais que podem influenciar o desempenho dos empreendimentos nos próximos anos: a carga tributária efetiva, o aproveitamento de créditos fiscais e os reflexos sobre preços e demanda turística.

A principal apreensão está relacionada ao aumento da tributação sobre os serviços de hospedagem. Embora a reforma tenha sido apresentada com o objetivo de simplificar o sistema de impostos, entidades do setor avaliam que a alíquota final incidente sobre hotéis poderá ficar acima da carga atualmente suportada por parte das empresas, pressionando margens de lucro e elevando custos operacionais.

Outro tema que mobiliza o segmento é o mecanismo de créditos tributários. Como a atividade hoteleira possui características próprias, com grande peso de despesas ligadas à mão de obra e aos serviços, empresários temem que a recuperação de créditos não seja suficiente para compensar a nova estrutura de arrecadação. O resultado poderia ser uma redução da capacidade de investimento em expansão, modernização e qualificação dos empreendimentos.

O terceiro ponto envolve os efeitos sobre os preços cobrados dos consumidores. Caso os custos aumentem, parte do setor acredita que os hotéis terão dificuldade para absorver integralmente as despesas adicionais, o que pode levar a reajustes nas diárias e nos pacotes turísticos. Esse cenário preocupa especialmente destinos que dependem da competitividade para atrair visitantes nacionais e internacionais.

A discussão ocorre em um momento de recuperação do turismo brasileiro, impulsionado pelo crescimento das viagens corporativas e de lazer. Para representantes da hotelaria, é fundamental que a regulamentação da reforma considere as particularidades da atividade, evitando distorções que possam comprometer a geração de empregos, os investimentos e o desenvolvimento do setor.

Entidades ligadas à hospedagem seguem acompanhando as etapas de regulamentação e defendem ajustes que preservem a competitividade das empresas. A avaliação é que a simplificação tributária pode trazer benefícios no longo prazo, mas que a transição exigirá atenção para evitar impactos negativos sobre um dos segmentos mais importantes da cadeia do turismo.

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