ANÁLISE DE CENÁRIOS

Renata Paula comanda fórum de reflexão estratégica para executivos e empresários

Por Marcelo Cabral - Em 23/01/2026 às 4:11 PM

A cearense Eleva realizou a primeira edição do ‘Estratégias e Finanças’, evento que estreia com vocação para integrar o calendário corporativo de Fortaleza. Sob a liderança da CEO Renata Paula Santiago, a iniciativa reuniu executivos e especialistas no auditório Walter Nogueira, no BS Design, para uma manhã de reflexões qualificadas sobre o presente e o futuro do setor financeiro. A edição inaugural contou com o apoio do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF Ceará) e apresentou painéis dedicados à análise de cenários e à tomada de decisão estratégica.

Renata Paula e Ramon Wiest durante o evento realizado no BS Design                       Foto: João Dijorge

Convidado especialmente para o encontro, o economista-chefe de Asset da Caixa Econômica Federal, Ramon Wiest, abriu a programação com o painel ‘Projeções Macroeconômicas para 2026’, oferecendo uma leitura abrangente do ambiente econômico global e doméstico. Em seguida, Renan Carioca, sócio e diretor do Grupo Dominus, conduziu a apresentação ‘Gestão de risco 2026: Da prevenção à vantagem estratégica’, destacando o papel central da gestão de riscos em contextos de instabilidade.

“Convidamos grandes nomes para falar de estratégias e finanças ao nosso público. Trata-se de um momento de reflexão para empresários, executivos C Levels, bem como empreendedores dos mais variados segmentos, para pensarem quais serão as estratégias para 2026 em seus respectivos negócios”, destacou a idealizadora do evento, Renata Paula, que também é coordenadora geral do IBGC Capítulo Ceará.

Perspectiva de volatilidade 

Ao analisar o horizonte econômico, Ramon Wiest ressaltou a tendência de fortalecimento da economia norte-americana em 2026, com reflexos relevantes nos mercados globais. “No Brasil, por se tratar de um ano de eleição, muito provavelmente vamos nos deparar com grande volatilidade nos preços ativos, mas com uma perspectiva favorável em termos de crescimento econômico. Assim, a dinâmica vai depender da perspectiva fiscal do próximo governo, seja ele qual for. Nesse contexto, seguramente o horizonte de 2026 e 2027 trará grandes oportunidades, mas grandes riscos e volatilidade também. De certa forma, não deixa de ser um cenário construtivo, mas é necessário cautela para navegar nesse horizonte tão instável que devemos encarar nos próximos anos”, destaca.

Já Renan Carioca contextualizou 2026 como um ano que se inicia sob o impacto de volatilidade econômica, tensões geopolíticas e aceleração tecnológica, fatores que reposicionam a gestão de riscos no centro das estratégias empresariais. Segundo ele, organizações que mantêm uma postura reativa tornam-se mais vulneráveis a perdas financeiras, enquanto aquelas que antecipam cenários constroem resiliência e competitividade. O executivo destacou três pilares essenciais para uma gestão de riscos eficaz.

“O primeiro pilar é o mapeamento e a antecipação de cenários. Antecipar riscos permite reduzir incertezas, proteger resultados e apoiar decisões financeiras mais seguras. O segundo é a integração da gestão de riscos à estratégia corporativa. Quando incorporada ao planejamento estratégico, ela deixa de ser apenas defensiva e passa a orientar investimentos, priorização de recursos e modelos de negócio. Já o terceiro está no uso de tecnologia e dados”, concluiu Renan.

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