consumo estimulado
Renda real das famílias deve avançar 4,5% em 2026, projeta XP
Por Redação - Em 04/02/2026 às 12:29 PM

Com a renda real em alta, a instituição projeta que o consumo das famílias deverá crescer cerca de 2% no Produto Interno Bruto em 2026 FOTO: Freepik
Um levantamento divulgado pela XP Investimentos indica que a renda real disponível das famílias brasileiras — ou seja, o rendimento após descontada a inflação — deve avançar 4,5% em 2026 em comparação com o ano anterior. A previsão consolida sequência de crescimento desse indicador desde 2022 e aponta para forte impulso ao consumo no próximo ano.
Segundo os economistas da XP responsáveis pelo estudo, esse resultado decorre de fatores combinados, como um mercado de trabalho ainda aquecido, benefícios fiscais e ampliação de transferências sociais, que elevam o poder de compra das famílias.
Com a renda real em alta, a instituição projeta que o consumo das famílias deverá crescer cerca de 2% dentro do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, acima dos 1,4% registrados no ano anterior. Esse movimento pode contribuir para mitigação da desaceleração prevista para o crescimento da economia brasileira neste ano.
Apesar do aumento da renda disponível, as projeções para o crescimento do PIB total sugerem uma desaceleração moderada, com estimativas passando de cerca de 2,3% em 2025 para cerca de 1,7% em 2026. A XP observa, contudo, que a perspectiva para a atividade econômica tem viés de alta diante das condições de consumo projetadas.
Cenário econômico
A taxa de desemprego é estimada em 5,7% ao fim de 2026, patamar considerado historicamente baixo e que favorece o crescimento da renda real do trabalho. Além disso, mudanças na política de Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), como a ampliação de isenções para rendimentos mensais de até R$ 5 mil, devem agregar 0,6 ponto percentual ao crescimento da renda real das famílias.
Outra contribuição importante vem das transferências fiscais, como benefícios previdenciários e do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), que também ajudam a sustentar o consumo no horizonte de 2026.
Com esses números, analistas da XP veem o aumento da renda das famílias como um dos principais vetores para dinamizar a economia, mesmo em um cenário global e doméstico com desafios à frente.
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