COMPETITIVIDADE INDUSTRIAL

Ricardo Cavalcante destaca agenda da energia no evento com presidenciáveis

Por Marcelo Cabral - Em 23/06/2026 às 10:52 AM

Comitiva cearense foi comandada pelo presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante           Fotos: Gecom/FIEC

A disputa pela competitividade industrial passa, inevitavelmente, pela energia. E foi esse o ponto que ganhou centralidade na agenda conduzida pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Ricardo Cavalcante, durante encontro realizado em Brasília na noite desta segunda-feira (22), reunindo lideranças empresariais e pré-candidatos à Presidência da República.

Na apresentação do documento ‘Construindo o Brasil 2050: A indústria na agenda dos presidenciáveis’, promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), Cavalcante direcionou o debate para um dos principais gargalos da indústria nacional: o custo e a governança do setor elétrico. O evento foi comandado pelo presidente da CNI, Ricardo Alban, e realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães.

Ricardo Cavalcante e Ricardo Alban durante o evento no Centro de Convenções Ulisses Guimarães

Sistemas energéticos na pauta

Ao provocar os presidenciáveis – Ronaldo Caiado (PSD), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo) -, sobre o tema, o executivo cearense resgatou um ponto-chave da história recente do País. O Brasil já operou com um dos sistemas energéticos mais eficientes do mundo, sustentado por grandes reservatórios e custos competitivos. Hoje, convive com tarifas elevadas e desafios estruturais que impactam diretamente a capacidade produtiva.

A discussão vai além da conta de energia. Ela define o posicionamento do Brasil na nova economia mundial. Em um cenário global marcado pela transição energética, pela busca por segurança no fornecimento e pela pressão por sustentabilidade, regiões com capacidade de geração limpa ganham protagonismo – e é justamente nesse ponto que o Ceará se destaca.

Com forte presença de fontes renováveis, projetos estruturantes em energia eólica, solar e Hidrogênio Verde, além de uma localização estratégica para exportação de energia e derivados, o Estado tem se consolidado como um dos principais polos da nova matriz energética brasileira. A atuação da FIEC, nesse contexto, tem sido de forte articulação.

Articulação nacional

Também participaram do encontro outros presidentes de Federações; diretores da CNI; o superintendente de Gestão Estratégica da CNI, Sampaio Filho; diretores da FIEC e presidentes de sindicatos vinculados à federação cearense. Uma oportunidade de mostrar, aos candidatos ao Palácio do Planalto as principais demandas do setor produtivo nacional.

O documento entregue aos presidenciáveis reúne recomendações nas áreas de macroeconomia, política industrial, inovação, comércio exterior, educação, infraestrutura, energia, tributação e sustentabilidade. A iniciativa busca contribuir para a construção de uma agenda de longo prazo capaz de ampliar a competitividade da economia brasileira e criar condições para o crescimento sustentável.

Ao levar o tema para o centro do debate político nacional, Ricardo Cavalcante reforça a necessidade de uma agenda de longo prazo que combine eficiência regulatória, segurança energética e redução de custos – elementos essenciais para que o Brasil continue avançando em competitividade industrial. O documento apresentado pela CNI reúne propostas que integram diversas áreas. Mas há um eixo que conecta todas elas – a energia. E, cada vez mais, energia limpa.

 

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